FRASE DA SEMANA

Alguém pode até te dar oportunidades, mas jamais alguém te dará determinação.

FALA RONY

Quanto tempo a vida consegue te derrubar?

Turma, uma das frases que a gente mais escuta por aí na internet é que as pessoas precisam ter mais resiliência, ou então aquele papo de que os jovens de hoje não têm tanta resiliência quanto os de antigamente. E olha, a discussão até é interessante e válida.

Mas eu preciso ser honesto com você: na minha opinião, resiliência virou o novo gratidão, o novo gratiluz kkkkkk. Uma palavra super importante, que é jogada pra todo lado, estampada em caneca, em post motivacional, em legenda de foto na academia, mas que de tanto ser repetida acabou completamente banalizada, a ponto de quase ninguém saber mais o que ela significa de verdade. E quando uma palavra perde o significado, ela perde também o poder de te ajudar.

Então deixa eu tentar devolver o significado real pra essa palavra, porque ela pode mudar a sua vida se você entender direito.

Na minha opinião, depois de muito viver e apanhar, resiliência é uma coisa pura e simples: é a velocidade com que você consegue se reequilibrar depois de levar uma porrada da vida. É a rapidez com que você retorna ao seu estado emocional de equilíbrio depois de receber uma má notícia, um susto, uma decepção, uma daquelas rasteiras que a vida adora dar quando a gente menos espera.

Repara que a chave da definição está na palavra velocidade. Não é sobre nunca cair, não é sobre não sentir, não é sobre ser um robô sem emoção que finge que tá tudo bem. É sobre quanto tempo você leva pra se reerguer e voltar ao normal depois de cair.

Todo mundo cai. A diferença entre as pessoas está na rapidez com que cada uma levanta.

E eu posso te dizer, com a sinceridade de quem tem o cabelo já embranquecendo, que boa parte do sucesso que eu tive na vida e nos negócios veio justamente dessa capacidade, que eu fui desenvolvendo com o tempo e com muito treino. Porque no começo eu não era nada resiliente, muito pelo contrário. Quando dava uma merda, qualquer merda, eu desesperava na hora.

Passava semanas remoendo aquele problema, revirando na cabeça, sofrendo por antecipação. Levava dias e dias pra conseguir me reequilibrar emocionalmente, perdia noite de sono, ficava angustiado, de mau humor, contaminado por aquela notícia ruim. Uma única má notícia tinha o poder de sequestrar semanas inteiras da minha vida e da minha paz. E o pior é que, enquanto eu ficava paralisado sofrendo, o problema continuava lá, sem solução, muitas vezes só piorando com a minha demora em agir.

Foi aí que eu comecei a me desafiar de um jeito diferente, e essa mudança de foco transformou tudo. Em vez de me cobrar qual reação eu deveria ter diante do problema, eu passei a me cobrar outra coisa: a velocidade com que eu conseguia voltar pro meu estado emocional de antes de receber a notícia.

Ou seja, eu parei de focar no tamanho da minha reação e comecei a focar no tempo do meu retorno ao equilíbrio. Essa virada de chave parece pequena, mas ela é gigantesca, porque muda completamente pra onde a sua atenção vai no momento da crise.

Deixa eu te dar um exemplo bem concreto, desses que quase todo dono de negócio já viveu. Imagina que uma pessoa importante do time, que você não esperava de jeito nenhum, chega e te pede demissão. Aquele baque, aquela sensação de chão saindo debaixo dos pés. No meu caso, assim que eu recebia uma notícia dessas e sentia que ia começar a catastrofizar, a imaginar o pior, a querer reclamar e me lamentar, eu me forçava a fazer uma coisa só: focar na solução em vez de ficar remoendo o problema.

Eu me dava no máximo uns 60 segundos de choque, e depois virava a chave na marra pra pergunta certa: ok, aconteceu, essa pessoa vai sair, quais são as três possíveis soluções pra essa situação? O que eu faço agora pra resolver?

E eu repeti tanto, mas tanto esse processo ao longo dos anos, que o pensamento voltado pra solução deixou de ser um esforço e virou um hábito automático. Hoje, quando a merda bate na porta, meu cérebro já corre sozinho pra pergunta "o que a gente faz pra resolver" antes mesmo de eu ter tempo de entrar em pânico.

Então, resumindo a ópera pra acabar de vez com essa maluquice de resiliência de internet: deu merda, se desafie a voltar ao seu estado emocional de equilíbrio o mais rápido possível, focando na solução em vez do problema. No começo você vai levar cinco minutos pra conseguir fazer essa virada. Depois de treinar bastante, vai levar três minutos. Depois um minuto. Depois trinta segundos. Até o dia em que isso vira instinto puro, e você nem percebe mais que tá fazendo.

A regra é simples e é essa: quanto mais rápido você consegue voltar ao seu estado emocional inicial depois de levar uma porrada, mais resiliente você é. Isso, e só isso, é resiliência de verdade.

E é uma habilidade, não um dom com que você nasce ou deixa de nascer. Ninguém nasce resiliente, todo mundo constrói na base do treino e da repetição, exatamente como um músculo que você malha. A boa notícia é que, como toda habilidade, quanto mais você pratica, melhor você fica. Cada porrada da vida, em vez de ser só sofrimento, vira uma oportunidade de treinar a sua velocidade de retorno e ficar mais forte pra próxima.

Então eu te devolvo a pergunta que eu faço pra mim mesmo até hoje: qual é a velocidade que você consegue voltar pro seu equilíbrio depois de receber uma notícia ruim? Porque é exatamente aí, nesse cronômetro, que mora a sua verdadeira resiliência.

Pensa nisso com carinho.

Fui!

RAIO-X DE NEGÓCIO

O melhor cliente do seu negócio ainda não sabe que precisa de você.

Sei que parece maluquice, mas segura a onda que eu vou te explicar, porque quando eu detalhei esse método pros membros do Manual de Donos, a galera surtou.

Existe um americano chamado Chet Holmes que foi, talvez, o maior vendedor que o mundo dos negócios já viu. E olha o tamanho da credencial dele: o Charlie Munger, que era o braço direito do Warren Buffett, o maior investidor da história, chamou o Chet de o melhor executivo de vendas e marketing dos Estados Unidos. E não foi um elogio de palco, foi depois de ver o cara assumir o crescimento de nove empresas diferentes do grupo deles e virar o jogo em todas.

O Chet passou anos estudando uma coisa que quase ninguém para pra estudar: o caminho que uma pessoa percorre desde o momento em que ela nem sabe que precisa de algo até o momento em que ela tira o cartão do bolso e compra. Dessa pesquisa toda ele tirou uma conclusão simples e devastadora, que ele publicou num livro em 2007 e que ficou conhecida como a pirâmide do comprador.

A ideia é a seguinte: imagina que você juntou todos os seus clientes possíveis dentro do Maracanã e subiu no palco pra falar do seu produto. Segundo o Chet, se você começar a falar dele ali na hora, só três pessoas em cada cem estariam realmente prontas pra comprar naquele momento.

Esses três por cento são o topo da pirâmide, gente que já sabe que tem um problema, já pesquisou, já descobriu que existe solução, e só está esperando alguém levantar a mão e dizer que tem o que eles precisam.

Logo abaixo tem mais sete por cento, que são as pessoas abertas a comprar. Elas também sabem que têm o problema e já sabem que existe solução, mas ainda não decidiram se querem comprar agora, se vale a pena, se é a hora.

E aí sobra a basezona da pirâmide, os outros noventa por cento. Esse pessoal se divide mais ou menos em três grupos do mesmo tamanho: um terço simplesmente não está pensando no assunto, um terço acha que não tem interesse, e um terço tem certeza absoluta de que não quer nada com aquilo.

Ou seja, a esmagadora maioria das pessoas que poderiam comprar de você um dia nem sabe ainda que tem um problema, e por isso jura de pé junto que nunca vai comprar nada seu.

E é justamente aí que mora o erro que eu mais vejo nos negócios. Todo mundo investe pesado em propaganda pra brigar pela venda daqueles três por cento que já decidiram comprar. Faz sentido, né? O cliente quer o produto hoje, pra agora, o dinheiro entra rápido, você vê o resultado no fim do mês. Parece óbvio que a empresa deve focar nesse cliente.

Só que é aí que a coisa fica engraçada: justamente por ser óbvio, toda a concorrência do seu mercado está disputando exatamente os mesmos três por cento. Todo mundo gritando ao mesmo tempo, pro mesmo punhadinho de gente, no mesmo lugar. E quando todo mundo disputa a mesma migalha, sobra só uma forma de ganhar, que é gastar mais que o vizinho em anúncio ou dar mais desconto que ele. Os dois caminhos acabam com a sua margem.

Na humilde opinião do papai aqui, a maior oportunidade escondida do seu negócio está lá embaixo, naqueles noventa por cento que ninguém quer olhar. E ninguém olha por um motivo simples: dá trabalho e demora. É um caminho longo de relacionamento, de conteúdo, de conversa, de fazer aquela pessoa entender que ela tem um problema que ainda nem percebeu. Não dá venda amanhã, dá venda daqui a seis meses, um ano, e como quase nenhum dono tem paciência pra isso, esse terreno fica praticamente vazio.

Eu tive a sorte de descobrir essa lógica bem cedo na minha vida empresarial. A Reserva nunca vendeu camiseta, a Reserva sempre vendeu pertencimento, mesa de bar com os amigos, cerveja gelada, um jeito de estar no mundo. A gente conversava com um monte de gente que não estava nem pensando em comprar roupa naquele dia, e ia construindo relação.

Quando aquela pessoa finalmente virava um dos três por cento, quando ela realmente precisava de uma bermuda, não tinha concorrência no mundo que roubasse aquele cliente da gente, porque ela já era da nossa turma muito antes de ser cliente.

E isso não é exclusividade de marca de roupa. Tem uma marca brasileira chamada Guday, que eu tenho orgulho de ser sócio, criada por três moleques de vinte e poucos anos, que faz creatina em forma de balinha de gelatina. Pensa no tamanho da sacada: a creatina é aquele suplemento em pó que todo mundo compra, toma três dias, enjoa do gosto e larga a lata no fundo do armário. Eles não venderam creatina, venderam um jeito prático e gostoso de tomar suplemento pra quem não tem paciência com pó.

A academia que eu sou sócio hoje não vende musculação, ela vende um clube de amigos que leva longevidade tão a sério que até o design e a experiência da marca são minimalistas.

As três construíram comunidade muito antes de vender produto, e dentro dessas comunidades acontece uma coisa linda: o cliente conversa, opina, testa, e acaba construindo o produto junto com a gente.

No fundo os noventa por cento não querem que você venda nada pra eles. Eles querem fazer parte de uma parada maior.

O conselho que fica é esse: pare de medir o seu marketing só pelo que ele vende hoje. Quem disputa os três por cento precisa gritar mais alto e gastar muito mais dinheiro pra ser ouvido no meio do barulho de todo mundo gritando igual. Quem cuida dos noventa por cento é escolhido com orgulho por um cliente que já tinha virado fã muito antes de pensar em comprar.

O primeiro caminho compra atenção todo mês e recomeça do zero quando para de pagar. O segundo constrói um patrimônio que ninguém tira de você.

P.S.: toda quinta-feira tem e-mail novo. É onde eu conto o por trás das marcas e dos negócios mais fodas do mundo, tudo que eu estudei traduzido pra você usar amanhã. Não perde.

TRUQUES DE IA

🔍 Como descobrir (e mudar) o que a inteligência artificial fala do seu negócio

"Eu gasto com anúncio, tenho site, tenho Instagram, e mesmo assim sinto que cada vez chega menos gente. O telefone toca menos, e eu não faço ideia do que a IA fala da minha empresa quando alguém pergunta."

Se você se identificou, esse guia é pra você. Cada vez mais gente pergunta pro ChatGPT "qual a melhor empresa de X?" em vez de pesquisar no Google. Se a IA não te conhece ou fala errado de você, você está perdendo cliente sem nem saber.

🤖 Como fazer o diagnóstico e começar a usar:

Passo 1: Faça o Diagnóstico (o tapa na cara)

→ Abra qualquer IA e faça a pergunta que o SEU cliente faria antes de comprar. Não pergunte sobre você — pergunte como se fosse cliente. Cole uma por uma:

→ "Qual a melhor [sua categoria] em [sua cidade]?"

→ "Quero [o resultado que seu cliente quer]. Quais empresas você recomenda no Brasil?"

→ "Estou escolhendo entre opções de [seu produto]. Me ajuda a comparar as melhores."

→ Anote: apareceu concorrente? Apareceu você? Agora pergunte direto: "O que você sabe sobre [nome da sua empresa]?"

→ Aqui o tapa vem forte, porque na maioria dos casos a IA sabe pouco, sabe errado ou nem te conhece. Repita em duas ou três IAs diferentes (ChatGPT, Claude, Gemini) — cada uma aprende de fontes diferentes.

Passo 2: Descubra de Onde a IA Aprende Sobre Você

→ A IA não tem opinião própria, ela só repete o que leu. E ela aprende sobre seu negócio nestes lugares: seu site, seu Perfil da Empresa no Google, as avaliações (Google, Reclame Aqui), YouTube e podcasts, grupos onde seu cliente conversa, notícias e listas do seu nicho, e quando alguém fala de você sem ser você.

→ Faça uma lista honesta: em quais desses você aparece hoje? Onde está mudo?

→ Atalho: pergunte pra própria IA. Cole: "De quais fontes você tirou essas informações sobre [nome da empresa]? Liste os tipos de site e canais." E também: "Onde eu deveria publicar mais pra aparecer nas recomendações de IA, sabendo que meu público é [descreva]?"

→ A resposta dela é, literalmente, a sua lista de tarefas.

Passo 3: Jogue a Carta do Dono Pequeno

→ Aqui o tamanho não manda, a IA premia quem responde melhor cada pergunta. Por isso marca grande com conteúdo genérico perde pra dono pequeno com ponto de vista de verdade.

→ Liste as 5 perguntas que seu cliente faz antes de fechar (as dúvidas, as objeções reais).

→ Responda cada uma publicamente, com a sua experiência, seu jeito, sua opinião, seu número, o caso que você viveu. Publique no site, num vídeo curto, num post, ou dentro de um grupo onde seu cliente já está.

→ A sua vivência é o que a IA não consegue copiar de outro lugar. É aí que mora a sua vantagem.

Passo 4: Peça Avaliações e Responda Todas

→ Avaliação é o ativo mais subestimado nesse jogo. Peça avaliação no Google pra todo cliente satisfeito.

→ Responda todas, as boas E as ruins. A IA lê a sua conduta, não só a nota.

→ Reclame Aqui bem resolvido também conta. E busque ser citado por outros: uma parceria, um podcast, aparecer numa lista do seu nicho. Quando outro fala de você, a IA confia mais, como se fosse um nível de reputação.

Passo 5: Repita e Meça Todo Mês

→ Uma vez por mês, rode de novo as mesmas perguntas do Passo 1 e salve as respostas.

→ Acompanhe três coisas: você apareceu? Em que posição (antes ou depois do concorrente)? O que a IA falou de você está certo?

DICA DE OURO: Isso funciona igual juro composto: devagar no começo, mas cada avaliação, cada conteúdo, cada citação é mais um tijolo no muro. Você não vê o resultado no primeiro dia, mas em 3 ou 6 meses a IA passa a te recomendar em vez do concorrente

Depois me conta se funcionou?

Fui!

POR DENTRO DA MINHA COMUNIDADE

Uma das aulas mais esperadas do ano.

Vou avisar com antecedência porque essa aqui não pode passar batido: amanhã é uma das lives mais esperadas do Manual de Donos.

A aula dessa semana é com o Caio Amato, e essa foi a agenda que eu mais demorei pra conseguir. O Caio é o brasileiro que comanda a Oakley no mundo inteiro.

A Oakley começou com um cara vendendo peça de moto no porta-malas do carro. Hoje, quando a humanidade precisa de um óculos pra usar na Lua, liga pra ela. Quando a Meta quer botar inteligência artificial dentro de um óculos, procura ela. Uma empresa de óculos virou a primeira ligação do mundo inteiro quando o assunto é a categoria dela.

Aconteceu porque alguém decidiu, todo dia, por décadas, fazer produto melhor e construir uma marca que as pessoas querem antes de comparar.

E ele entende, como poucos no mundo, o que faz uma marca virar desejo e um produto virar referência.

E é exatamente isso que todo dono quer, na escala dele: ser o primeiro nome que vem na cabeça quando alguém tem aquele problema. Ser procurado em vez de ficar procurando. A maioria vive o contrário, com um produto bom que ninguém conhece pelo nome, tendo que se explicar do zero em toda venda.

Não importa seu segmento ou seu tamanho, você vai aprender:

→ Como virar referência no seu mercado, mesmo sendo pequeno
→ Como criar produto novo sem depender de sorte nem de orçamento gigante
→ Como construir marca com o time e o dinheiro que você tem hoje
→ O que uma marca global faz todo dia que o negócio pequeno também consegue fazer

É amanhã, terça (15), às 19h, ao vivo.

Quem entrar até lá assiste, faz pergunta direto pro Caio e recebe o manual dessa aula com o passo a passo do que aplicar.

Assinando, você já chega com mais de 10 aulas dentro da comunidade com empreendedores f@das que construíram empresas de verdade, mais os manuais de negócio e de inteligência artificial que a gente manda toda semana e um time de agentes de IA trabalhando com você.

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SOBRE MIM

Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.

Toda segunda-feira, às 18:18, eu envio o Email do Rony. É a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.

Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobrevivendo? Pensa nisso.

Um abraço,

Até a próxima segunda-feira, às 18:18h. VQVVVVVVVVV!

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