Toda segunda, às 18:18

QUOTE DA SEMANA

As pessoas ao seu redor são como um elevador: ou te levam pra cima ou te puxam pra baixo. Não existe neutro.

Shane Parrish
EDIÇÃO DO DIA

Hoje em 10 minutos:

🦸 Você tem um superpoder e usa errado todo dia.

🇧🇷 Uma das histórias mais F*D@S do empreendedorismo brasileiro

🤖 Como chegar preparado em toda reunião usando IA.

🧰 Por dentro da minha comunidade.

FALA RONY

Você tem um superpoder e usa errado todo dia.

Olha isso: um homem acreditou com tanta força que uma estátua era de verdade, que ela ganhou vida, e, o mais impressionante, é que a ideia por trás dessa lenda foi comprovada cientificamente séculos depois. Por mais antiga e maluca que essa história pareça, ela esconde uma verdade sobre o ser humano.

Na Grécia Antiga, contava-se a história de um escultor chamado Pigmalião, que criou uma estátua de mulher tão perfeita, mas tão perfeita, que ele acabou se apaixonando pela própria obra. E não foi uma paixão de admirar de longe, não. O cara vestia a estátua, conversava com ela, dava presentes pra ela, tratava aquele pedaço de mármore como se fosse uma pessoa de carne e osso.

Até que um dia, tomado por aquele sentimento todo, ele beijou a estátua. E segundo a lenda, o desejo dele era tão intenso que os deuses se compadeceram e deram vida a ela: a estátua virou gente. Parece loucura total, e é, mas guarda esse pedacinho na cabeça porque ela é o coração de tudo que eu vou te contar.

Avança alguns milhares de anos e chega em 1968, onde um psicólogo chamado Robert Rosenthal, junto com uma diretora de escola chamada Lenore Jacobson, resolveu testar se aquela ideia da lenda tinha algum fundo de verdade no mundo real (de forma realista, é claro rs). A pergunta que eles queriam responder era simples e poderosa: será que quando uma pessoa acredita muito no potencial de outra, isso de alguma forma faz esse potencial virar realidade?

Pra descobrir, eles foram até uma escola pública na Califórnia e fizeram uma coisa que, na época, ninguém tinha feito. Eles aplicaram um teste em todas as crianças e depois chegaram pros professores com uma informação aparentemente científica e séria.

Disseram que, com base em estudos aprofundados, tinham identificado um grupo específico de alunos que eram "florescedores intelectuais", crianças com um potencial muito acima da média, que iam se desenvolver muito mais rápido e tirar notas muito melhores do que o resto da turma ao longo do ano.

Os professores receberam a lista com os nomes dessas crianças especiais e a vida seguiu normalmente na escola… Adivinha o que aconteceu no fim do ano letivo? Exatamente o que tinha sido previsto. Aquele grupo de alunos realmente se destacou muito acima dos demais, tirou notas melhores e, de quebra, teve os maiores ganhos de QI da sala inteira. A profecia se cumpriu direitinho. Só que tem um detalhe que muda tudo, e é aqui que a história fica genial.

O Rosenthal não era nenhum vidente nem tinha descoberto um método mágico de identificar gênios. Ele era, na verdade, um mentiroso. A história que ele contou pros professores era pura invenção. Aquelas crianças "especiais" não tinham sido escolhidas por nenhum estudo aprofundado. Foram escolhidas no sorteio, completamente aleatórias, jogadas no chapéu e tiradas na sorte. Não tinham absolutamente nada de diferente das outras.

Então como é que elas se saíram melhor?

O que aconteceu na prática foi o seguinte (e presta muita atenção porque essa é a virada da chave): ao ouvirem que aquelas crianças eram especiais e cheias de potencial, os professores, sem perceber, e sem nenhuma má intenção, começaram a tratar elas de um jeito diferente. Tinham mais paciência quando a criança errava, davam mais atenção, sorriam mais, incentivavam mais, esperavam mais. E as crianças, sentindo toda essa crença depositada nelas, foram correspondendo a essa expectativa e se tornando, de fato, melhores.

A expectativa do professor, sozinha, virou realidade. Foi a crença que esculpiu o resultado, exatamente como o Pigmalião esculpiu a estátua. Por isso o Rosenthal batizou essa descoberta de Efeito Pigmalião, em homenagem ao escultor que, de tanto acreditar, deu vida à própria criação.

Agora para tudo e pensa comigo: profissionalmente e pessoalmente, você, não apenas acredita, mas comunica que acredita na capacidade das pessoas que estão ao seu lado?

Tem uma diferença gigante entre essas 2 coisas: acreditar e comunicar. Você pode até achar que o seu funcionário tem potencial, mas se você nunca demonstra isso, se você só aponta erro, só cobra, só desconfia, ele nunca vai sentir essa crença e nunca vai florescer por causa dela. O efeito só funciona quando a crença vira uma atitude no dia a dia.

E o contrário também é verdadeiro, e é aí que mora o perigo: quando alguém da sua equipe, ou o seu filho, ou o seu sócio, te conta sobre um sonho, sobre um projeto, sobre uma ideia que tá fervilhando na cabeça dele, qual é a sua reação? Você fala pra pessoa esquecer aquela bobagem e cair na real, ser mais pé no chão, parar de sonhar alto? Ou você dá força, faz a pergunta certa e ajuda a pessoa a enxergar o caminho?

Porque o que o Rosenthal e a Jacobson comprovaram é que as pessoas ao seu redor, aquele seu círculo mais próximo de relacionamento, vão moldando a sua realidade de vida na medida em que decidem acreditar ou não acreditar em você e nos seus sonhos. E você faz exatamente o mesmo com a realidade delas, todo dia, com cada palavra de incentivo ou de descrédito que você solta.

É por isso que eu acredito tanto na força da nossa presença na vida das pessoas. A gente tem, em cada interação, o poder de dar vida ou de matar o potencial de quem tá do nosso lado, dependendo do tanto que a gente demonstra acreditar. E é por isso também que escolher bem quem anda com a gente é uma das decisões mais importantes da vida.

Se você se cerca de gente que enxerga o seu teto, você vive preso embaixo do teto que essas pessoas enxergaram pra você. Mas se você se cerca de gente que enxerga o seu potencial e comunica essa crença todo dia, você vai longe sem nem perceber a força que te empurrou pra frente. O escultor é você, e a estátua é todo mundo ao seu redor, inclusive você mesmo na frente dos outros.

A pergunta que eu te deixo é simples: quem é que você tá esculpindo com a sua crença, e quem é que tá te esculpindo com a crença que deposita em você?

Pensa nisso com carinho!

RAIO-X DE NEGÓCIO

O cara que pegou U$ 3 mil emprestados do tio e construiu mais de 4 mil lojas.

Essa é uma das histórias mais F*D@S do empreendedorismo brasileiro, e o mais bonito dela é que o cara nunca inventou nada do zero, ele só reparou no que já estava acontecendo na frente dele e teve a humildade de escutar.

Em 1977, recém-formado em Farmácia e Bioquímica pela federal do Paraná, o Miguel Krigsner pegou cerca de U$ 3 mil emprestados de um tio e abriu uma pequena farmácia de manipulação no centro de Curitiba. A ideia era simples: um lugar com atendimento humano, onde o próprio farmacêutico recebia o cliente e manipulava o remédio na hora. Nada de revolucionário, só uma farmácia bem feita.

Só que reparando no movimento da loja, o Miguel percebeu uma coisa: a esmagadora maioria dos clientes que entravam ali eram mulheres. E aí veio a primeira sacada, que não nasceu de um plano genial de marketing, mas sim, de prestar atenção em quem já estava na frente dele. Ele começou a manipular cremes faciais à base de algas e colágeno no fundo da loja, batendo tudo numa batedeira de bolo comum, dessas de cozinha, e colocava os potinhos expostos na recepção.

Os cremes eram tão bons que viraram boca a boca pela cidade inteira, e em pouco tempo o que entrava de dinheiro com cosmético já passava o que entrava com remédio.

Tinha uma cena que diz tudo sobre o cara: quando o cliente queria levar logo o pote de 100 gramas, ele segurava e mandava levar o de 30, dizendo que não queria que a pessoa desperdiçasse dinheiro, e que se gostasse era só voltar depois. Esse cuidado, esse olho no cliente e não no caixa, fez história em Curitiba.

Aí vem a segunda sacada, e de novo ela não foi inventada, foi observada. O Miguel decidiu abrir uma segunda loja dentro do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, e a escolha tinha uma lógica afiada: Curitiba é uma das cidades onde o aeroporto mais fecha por causa do nevoeiro, então sempre tinha um monte de gente presa ali por 4, 5 horas, sem nada pra fazer, circulando pelas lojas. Foi aí que aconteceu a mágica de verdade.

As comissárias de bordo começaram a entrar na loja, encher as sacolas de produto e revender nas cidades de origem delas, espalhando o Boticário pelo Brasil inteiro sem o Miguel gastar um tostão com isso. As próprias clientes inventaram o jeito de espalhar o produto pelo Brasil na frente dele, e ele teve a humildade de enxergar.

E em vez de só observar e deixar passar, ele formalizou o que o cliente já tinha começado. Em 1980, numa época em que praticamente ninguém no Brasil sabia o que era franquia, o Miguel abriu a primeira loja franqueada da marca, em Brasília, transformando aquelas revendedoras espontâneas num sistema organizado de expansão. Pegou um comportamento que já existia de forma bagunçada e deu uma estrutura pra ele crescer.

Antes do fim daquela mesma década, já eram 800 lojas espalhadas pelo país. E teve um momento clássico que mostra o tamanho da ousadia do cara: quando resolveu entrar de vez no mercado de perfume, ele comprou 60 mil frascos de vidro do estoque do Silvio Santos, mesmo sem ter certeza de que conseguiria pagar a conta. Deu certo, e o perfume virou um dos pilares da empresa.

Hoje O Boticário é o maior grupo de franquias do Brasil, com mais de 4 mil lojas espalhadas por mais de 1.700 cidades, presença em dezenas de países e um faturamento na casa dos bilhões de reais por ano. Tudo isso saído de uma batedeira de bolo no fundo de uma farmácia de bairro.

E aqui vai a grande lição dessa história, que o próprio Miguel sempre repete: o maior ativo dele nunca foi a loja, nem a marca, nem a fábrica. Foi a humildade de escutar o cliente por décadas. Porque inovar não é ter um lampejo de gênio sozinho no escritório, mas sim, escutar a dor de quem te procura, criar uma solução que resolva aquela dor e fazer a pessoa usar.

Ele não inventou que as mulheres queriam cosmético, ele só reparou nas mulheres que já entravam na farmácia. Ele não inventou o modelo de revenda, ele só reparou nas comissárias que já revendiam por conta própria.

No fim das contas, o melhor plano de negócio não é procurar cliente pro seu produto. É procurar produto pros seus clientes.

E olha, essa lição do Boticário é a chave de uma metodologia que a gente destrinchou inteira dentro do Manual de Donos: o funil ACP, que é Audiência, Comunidade e Produto. A lógica é exatamente essa que o Miguel aplicou intuitivamente lá nos anos 80, só que organizada num passo a passo que qualquer negócio consegue seguir hoje, seja padaria de bairro, loja de roupa, clínica ou software

Repara como cada passo dele encaixa exatamente na sequência. A audiência ele já tinha de graça: eram as mulheres que entravam todo dia na farmácia dele, um público fiel que aparecia sem ele gastar um centavo pra atrair. Em vez de ignorar quem já estava ali, ele escutou. A comunidade nasceu quando ele começou a tratar essas clientes pela dor real delas, criando aquela relação de confiança que virou boca a boca pela cidade inteira e fez a farmácia virar folclore em Curitiba.

Audiência que já existia, comunidade ele cultivou escutando,e produto nasceu praticamente vendido. Essa é a ordem que muda tudo, e é o oposto do que a maioria dos donos faz, que é inventar um produto sozinho no escritório e depois sair caçando cliente desesperado pra comprar.

Se você quer parar de empurrar produto e começar a deixar o seu cliente te dizer o que construir, o manual completo do funil ACP, com o passo a passo pra aplicar no seu negócio, mesmo começando do zero, é o que você precisa ler essa semana.

TRUQUES DE IA

Como chegar preparado em toda reunião usando inteligência artificial

Você entra em reunião sem lembrar direito do que foi falado na última vez? Sem ter preparado os pontos, correndo atrás do contexto na hora e passa a impressão de desorganizado ou perde oportunidade por não estar pronto?

Existe uma forma de usar o Google Gemini para preparar suas reuniões automaticamente: alguns minutos antes de cada reunião, ele monta um resumo com o contexto, os pontos em aberto, sugestão de pauta e perguntas a fazer, e entrega tudo pronto pra você.

O que é Gemini: É a IA do Google, que funciona como o ChatGPT ou o Claude: você conversa, pergunta, pede coisas e ele responde, e vem integrado nas ferramentas do Google (Gmail, Agenda, Docs).

🤖 Como começar a usar:

Passo 1: Crie o Fluxo

→ Crie um novo fluxo (automação) e escolha a opção "Com base em uma reunião".

→ Isso faz a automação disparar toda vez que você tiver uma reunião na agenda.

Passo 2: Defina Quando Disparar

→ Configure o gatilho (o que inicia a automação) para rodar de 10 a 15 minutos antes da reunião.

→ Assim, o resumo de preparação fica pronto pouco antes da chamada começar.

Passo 3: Peça o Resumo ao Gemini

→ Adicione uma etapa "Pergunte ao Gemini".

→ Peça um resumo preparatório com: contexto da reunião, pontos em aberto, sugestão de pauta e perguntas a fazer.

→ O Gemini vai gerar isso sozinho, puxando das informações da reunião.

Passo 4: Salve num Documento

→ Adicione a etapa "Criar um documento".

→ Use o título da reunião + "Preparação" como nome do documento.

→ A resposta do Gemini vira o conteúdo do documento.

→ Adicione também um bloco na agenda com o link do documento na descrição — assim você acha fácil.

Passo 5: Teste Antes de Ativar

→ Crie uma reunião de teste na Google Agenda.

→ Clique em "Testar fluxo de trabalho" e selecione essa reunião.

→ Confirme se o bloco de preparação aparece antes da reunião e se o link do resumo funciona.

→ Funcionou? Ative para valer.

DICA DE OURO: Comece testando com um tipo de reunião que se repete (ex: reunião semanal de time). Depois que funcionar, expanda a mesma configuração para reuniões com clientes, entrevistas de emprego e avaliações de funcionários.

O Gemini não substitui a sua preparação estratégica para reuniões decisivas, mas para chegar com contexto, pauta e perguntas prontas em toda reunião do dia a dia resolve muito bem.

FERRAMENTAS DE DONO

Acabei de terminar essa belezinha e preciso falar sobre ela.

Sou fã do Grateful Dead. Sempre fui. Mas esse livro me mostrou uma coisa que eu não tinha enxergado com tanta clareza: os caras basicamente inventaram o marketing de experiência e fidelidade antes do marketing ser marketing. Nos anos 60 e 70, sem internet, sem rede social, sem nada.

Enquanto toda banda da época fazia de tudo pra vender disco, o Grateful Dead fazia o contrário. Eles deixavam os fãs gravarem os shows e, inclusive, incentivavam, e sabe o que aconteceu? Os fãs viraram o departamento de marketing da banda, espalhavam as gravações, traziam amigo pro show seguinte, e a base de fãs crescia sem a banda gastar um centavo em propaganda.

Se você toca um negócio, lê esse livro. Fala sobre como construir uma base de clientes tão fanática que ela mesma faz o seu marketing. E isso vale pra padaria, pra loja de roupa, pra SaaS, pra qualquer coisa.

Em breve vou gravar um vídeo falando mais sobre eles. Fica ligado.

👉 Saiba mais aqui
(ps: ainda não tem tradução para o português)

Fui!

POR DENTRO DA MINHA COMUNIDADE

Tem uma pergunta que eu escuto direto. Rony, por que você vive postando vídeo? Você não cansa?

Vou te contar a verdade: hoje a minha cara é o que mais vende nos meus negócios. O Manual de Donos nasceu de gente que me acompanha de graça há anos, onde muita gente comprou sem saber direito o que era, comprou porque confia em mim. E isso não caiu do céu, é consequência de anos aparecendo, falando e errando na frente de todo mundo.

Antes, ser visto custava milhões em comercial de TV. Hoje, com um celular no bolso, você fala pra 1.000 ou pra 1.000.000 de pessoas sem gastar um centavo, desde que o que você diz importe pra alguém. A atenção parou de ser coisa que se compra: virou consequência do que você publica.

Por isso, essa semana eu trouxe o Micael Crasto, fundador da Blank, pra dar aula ao vivo lá dentro da comunidade. Ele cuida da marca pessoal de alguns dos maiores empresários do Brasil (a minha, inclusive), e o tema, claro, foi como a sua cara pode virar o principal motor de crescimento do seu negócio.

E não, não é papo de virar influenciador e sair fazendo dancinha por aí kkk. É o oposto disso.

O Benchimol, fundador da XP, aparece toda hora falando de investimento de uma forma diferente. O João Adibe pegou a Cimed, uma farmacêutica que quase ninguém via, commodity, virou o rosto dela e fez a marca explodir por causa disso.

Lá dentro é isso! Toda semana, um manual de negócios com passo a passo pra aplicar, outro de IA, com vídeo-aula e material escrito. Toda quinzena, aula ao vivo, Q&A, e a maior comunidade de Donos do Brasil. Quem já deu aula? Benchimol, Renata Vichi, Bernardinho e mais 7 empreendedores f*d@s!

Clica no botão e entra. A gravação da aula do Micael e de todas as outras já ficam te esperando do outro lado, todas com resumo e manual pra você implementar:

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SOBRE MIM

Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.

Toda segunda-feira, às 18:18, eu envio o Email do Rony. É a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.

Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobrevivendo? Pensa nisso.

Um abraço,

Até a próxima segunda-feira, às 18:18h. VQVVVVVVVVV!

SUA VEZ

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