FRASE DA SEMANA

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Quanto mais você tenta controlar o que tá do lado de fora, menos controle você tem sobre a sua própria vida.

FALA RONY

A eleição acabou. Seu problema de verdade, não.

Turma, a eleição acabou. Não importa quem ganhou, não importa em quem você votou, não importa se hoje você acordou feliz ou chateado. Amanhã de manhã a sua loja abre do mesmo jeito, o fornecedor cobra do mesmo jeito e a folha de pagamento vence no mesmo dia.

O mercado vai balançar nos próximos dias, o dólar oscila, a bolsa reage, e no meio de todo esse barulho tem o dono de negócio tentando entender o que fazer da vida da empresa dele.

Então, enquanto metade do país comemora e a outra metade lamenta o resultado, eu quero chamar a sua atenção pra um número que saiu no jornal e que, esse sim, deveria te tirar o sono muito mais do que qualquer resultado de urna.

Dois mil oitocentos e vinte e um. Esse é o número de micro e pequenas empresas que estão hoje sob proteção da Justiça no Brasil pra não quebrar. É 41% a mais do que no ano passado, quase o dobro do ritmo das médias e grandes empresas.

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E adivinha qual é o setor que lidera essa fila de UTI? O comércio. São mil seiscentos e quarenta e nove processos, na frente da indústria, na frente do agro, na frente da construção civil. Enquanto todo mundo discute política, o comerciante brasileiro está quebrando em silêncio, em ritmo recorde.

Eu passei quase vinte anos gerindo uma empresa de varejo nesse país. A Reserva saiu de cinco mil reais pra dois bilhões de faturamento, sem nenhum investidor externo, com alavancagem baixíssima, e sem dar prejuízo em nenhum ano sequer. E sabe do que eu mais lembro desse tempo todo?

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De reunião de preço de coleção, olhando a margem produto por produto, linha por linha, madrugada adentro. Não era genialidade, longe disso. Era medo. Medo puro de ficar sem caixa. Era esse medo que me mantinha disciplinado.

Então deixa eu te explicar por que é justamente o comércio que lidera essa fila, porque não é azar nem falta de sorte, tem explicação técnica.

  • O primeiro motivo é que o comércio é o negócio mais faminto de caixa que existe no mundo. Você compra o estoque hoje, paga o fornecedor em trinta dias e recebe do cliente parcelado em noventa. Na prática, você virou o banco do seu próprio cliente, financiando a compra dele.

  • O segundo motivo é a margem. No comércio você não fabrica, você revende, então a margem já nasce fininha. E qual é o instinto quase automático do dono quando a venda cai? Dar desconto. Na Reserva eu repetia uma frase até cansar: caro é o que não vende. Desconto não é estratégia, é uma confissão de que você errou o preço lá atrás.

  • O terceiro motivo é o próprio cliente. Mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas hoje, recorde absoluto da série histórica, e o comércio cresce menos de 2% ao ano. Você está tentando vender pra um país endividado e sem fôlego pra consumir.

E tem o quarto motivo, que é o que ninguém tem coragem de falar. Quase 90% do comércio brasileiro é micro e pequena empresa, na maioria negócio familiar. É o dono que não separa a conta pessoal dele da conta da empresa, que não sabe qual é a margem de cada produto que vende, e que só descobre que tem um problema quando o cheque volta.

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O problema quase nunca é só falta de dinheiro. É a falta de gestão, de informação e de disciplina.

Então deixa eu te dar três coisas práticas pra fazer ainda essa semana, sem precisar de consultor e independente do segmento do seu negócio:

  1. A primeira é separar de uma vez a pessoa física da jurídica e se pagar um pró-labore fixo. Se você colocar dinheiro na empresa, que entre registrado como empréstimo de sócio, com data e valor anotados.

  2. A segunda é descobrir a margem de cada produto que você vende, e repara bem, eu disse a margem, não o faturamento, porque faturamento alto com margem furada é a receita mais rápida pra quebrar.

  3. A terceira é projetar o seu caixa dos próximos noventa dias e revisar essa projeção toda semana, porque a maioria quebra sabendo tudo sobre o passado e chutando completamente o futuro.

Olha, o resultado da eleição você não controla. A Selic você não controla. O endividamento do país você não controla. Agora, a sua margem, o seu caixa e a sua gestão, isso sim está 100% nas suas mãos.

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Para de gerir no escuro. Enquanto o Brasil discute política, vai lá e cuida da única coisa que depende só de você: a saúde do seu negócio.

Pensa nisso com carinho.

Fui!

RAIO-X DE NEGÓCIO

A história por trás da New Balance: como o tênis do vovô virou o mais desejado do mundo

O tênis que passou décadas sendo motivo de piada, aquele que o seu pai usava com meia branca pra cortar a grama no domingo, faturou 9,2 bilhões de dólares em 2025 e virou objeto de desejo da garotada mais descolada do planeta.

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Esse é o tênis da New Balance, e o mais curioso é que a marca chegou lá sem fugir da fama de tênis de vovô: ela abraçou essa fama de vez.

Tudo começou em 1906, em Boston, nos Estados Unidos, com um imigrante chamado William J. Riley, que fabricava palmilhas pra quem passava o dia inteiro em pé. Conta a lenda que ele ficou reparando nas galinhas do quintal e em como elas se equilibravam perfeitamente em cima de só três dedos.

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Foi daí que saiu a ideia de uma palmilha com três pontos de apoio, que devolvia o equilíbrio pra quem trabalhava de pé, e foi daí também que saiu o nome da empresa, que em português seria algo como “novo equilíbrio”.

Pra explicar a palmilha pros clientes, dizem que o Riley usava um pé de galinha de verdade como demonstração. Durante muitos anos a empresa foi minúscula, tanto que, quando um empresário chamado Jim Davis comprou o negócio em 1972, a New Balance tinha seis funcionários e fabricava uns 30 pares de tênis por dia.

Desde o começo, a parada da New Balance sempre foi o conforto, muito mais do que a performance. A promessa da marca era que o tênis ia ficar confortável no seu pé independente do tamanho e da largura dele, e ela levou isso tão a sério que virou a briga da vida dela.

Enquanto a Nike pagava fortunas pro Michael Jordan, o maior jogador de basquete da história, e vendia a ideia de que com aquele tênis você também ia voar, a New Balance fez nos anos 90 uma campanha com o slogan “Endorsed by No One”, que quer dizer “recomendado por ninguém”.

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A mensagem era clara: o dinheiro que os outros gastavam com celebridade, ela gastava fazendo um tênis melhor. A consequência disso é que ela virou a marca preferida dos nerds do mundo inteiro.

Só que um belo dia, o nerd mais famoso do planeta resolveu usar a marca. O Steve Jobs, o fundador da Apple, se vestia sempre do mesmo jeito: blusa de gola alta preta, calça jeans e um New Balance cinza nos pés.

Ele subia no palco com esse uniforme em todos os lançamentos da Apple, inclusive no do primeiro iPhone, em 2007, e assim o homem mais copiado do mundo passou anos fazendo propaganda pra marca sem que ela precisasse contratar ele pra isso.

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Mesmo com toda essa fama, a New Balance tinha um baita problema pra resolver: conforto não fazia nenhum jovem querer usar o tênis do pai ou do avô, e uma marca que não conquista a geração seguinte está condenada a envelhecer junto com os clientes até sumir.

A New Balance fez o contrário: em vez de fugir da fama de tênis de vovô, abraçou ela. Num dos anúncios do 990, o modelo mais clássico da marca, a frase dizia que aquele tênis era usado “por pais em Ohio e por supermodelos em Londres”, ou seja, pelo tiozão do interior dos Estados Unidos e pela modelo mais chique da Europa ao mesmo tempo.

Antes disso, o responsável pelo comando criativo dos tênis fabricados, o Teddy, tinha feito uma coisa genial: folheando uma revista japonesa antiga de tênis, ele encontrou o 550, um tênis de basquete da New Balance lançado em 1989 que tinha sido completamente esquecido, e trouxe ele de volta praticamente igual. O relançamento esgotou na hora, e os pares chegaram a ser revendidos por centenas de dólares.

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Aí a marca explodiu, e o tênis do vovô virou objeto de desejo. A New Balance saiu de cerca de 3,4 bilhões de dólares de faturamento em 2020 pra 9,2 bilhões em 2025, cresceu acima de 10% por cinco anos seguidos, e hoje fala abertamente em passar dos 10 bilhões.

Eu e meu time estudamos essa marca, e pra entender o manual dela eu peguei emprestado um mapa que a gente recebeu em agosto no Manual de Donos. Quem trouxe foi o Matheus Zambinati, o Zambi, um cara que aos 30 anos já comandava todo o marketing de uma das maiores escolas de negócios do Brasil, e que desenhou a estratégia de lançamento do próprio Manual de Donos.

Com esse mapa na mão, os três princípios da New Balance ficam ainda mais claros.

O primeiro é não mudar de jeito nenhum pra agradar todo mundo.

Enquanto o mercado inteiro corria atrás de um Michael Jordan pra chamar de seu, a New Balance ficou com o conforto, e foi justamente por ficar com o conforto que ela ganhou o Steve Jobs de graça.

É o primeiro M do framework, o mercado, e a régua dele é que o seu público é quem não consegue viver sem o que você oferece, mais do que quem tem dinheiro pra comprar. A New Balance sabe quem é essa gente desde 1906, quando o Riley fazia palmilha pra quem passava o dia inteiro em pé, e nunca trocou esse povo por uma moda passageira.

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Eu sinto isso na pele desde o primeiro dia da Reserva: a primeira peça que a gente desenhou, em setembro de 2004, trazia a frase “seja você mesmo, mas nem sempre o mesmo”. Você pode mudar a roupa, o jeito de contar, o lugar onde vende, mas no dia em que você muda quem você é pra agradar a todo mundo, você vira mais uma marca no meio de milhares.

O segundo princípio é que construir marca funciona igual juros compostos.

A New Balance tinha uma convicção e insistiu nela mesmo com as vendas caindo durante um ano e meio, sem desistir, porque sabia que marca a gente constrói no longo prazo.

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Uma mensagem repetida do mesmo jeito, em todos os lugares e por muito tempo, vira memória na cabeça do cliente, e é dessa memória que sai a venda lá na frente.

Na Reserva, os sócios originais escolheram durante anos não botar dinheiro no bolso e reinvestir tudo o que a empresa lucrava, e no fim a gente ganhou muito mais, inclusive em dinheiro, do que se tivesse embolsado tudo no começo.

O terceiro princípio é abraçar as suas vulnerabilidades em vez de fugir delas, porque o que faz uma marca ser diferente é justamente o que ela tem de verdadeiro.

Quando chamaram o tênis de tênis de vovô, a New Balance colocou o vovô no anúncio e fez dele o garoto-propaganda.

Aqui entram dois M do framework de uma vez. O primeiro é a mensagem, que pra ele precisa ser fácil de entender, atrativa, tocar em algo que importa pra quem ouve e mostrar uma transformação, e aquela frase faz tudo isso, porque qualquer um entende e ela transforma o tênis do tiozão em tênis de modelo.

O segundo é o movimento, que nasce quando você deixa claro no que acredita, contra o que luta e como conta a sua história: a New Balance acreditava em conforto, lutava contra a marca que paga fortuna pra celebridade vender sonho, e assumiu a própria fama sem vergonha nenhuma.

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O conselho que fica: aquilo que o mercado chama de defeito no seu negócio pode ser exatamente o que vai fazer o seu cliente lembrar de você.

Esse framework da aula é só a primeira página. O caminho completo, com a aula gravada e um time de oito assistentes de inteligência artificial que ele montou com a gente pra aplicar cada etapa no seu negócio, está dentro do Manual de Donos.

Lá tem mais de 30 manuais de negócios e de IA e uma comunidade de donos, do dono de padaria ao dono de indústria, contando uns pros outros o que deu certo e o que deu errado.

TRUQUES DE IA

🌐 Como fazer o ChatGPT comparar e organizar as abas que você deixou abertas no navegador

Você conhece essa cena: 15 abas abertas no Chrome comparando preço, fornecedor, plano e você pulando de uma pra outra tentando lembrar qual era mais barata, qual tinha o que você queria, perdido no meio de tanta janela?

A OpenAI atualizou a extensão do ChatGPT pro Chrome, e agora ele lê as abas que você já deixou abertas, compara pra você, confere os números e ainda organiza o que está uma bagunça, sem você copiar e colar nada.

🤖 Como fazer e começar a usar:

Passo 1: Instale a Extensão

→ Instale a extensão oficial do ChatGPT (da própria OpenAI) no Chrome e abra o painel dela do lado.

→ Pra treinar sem risco, use uma janela com páginas públicas quaisquer na primeira vez.

Passo 2: Abra as Abas que Quer Comparar

→ Abra as páginas que você está avaliando. Ex: três páginas de preço de um serviço que você pensa em contratar.

→ Diga pro ChatGPT quais abas ele deve ler: "compara essas três páginas de preço pra mim."

Passo 3: Dê o Seu Contexto

→ Não peça comparação no vácuo. Diga o que importa PRA VOCÊ: "somos uma equipe de 5 pessoas, preciso de [tal recurso], meu orçamento é X, e quero cobrança mensal."

→ Assim ele compara em cima da SUA realidade, não genérico.

Passo 4: Confira os Números

→ Leia a comparação olhando as páginas junto. Confirme o custo total pra sua equipe.

→ Se faltar alguma informação, é melhor ele deixar em branco do que inventar, peça: "se não achar algum dado, deixa marcado como 'não encontrado', não chuta."

Passo 5: Peça a Recomendação Final

→ Feche pedindo: "me dá uma recomendação curta, com o link de cada fonte, e me diz a única dúvida que eu preciso resolver antes de decidir."

→ Pronto: decisão tomada com base em comparação de verdade, não em achismo entre 15 abas.

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DICA DE OURO: Trate o dot como funcionário no período de experiência. No começo, "pergunta antes de agir" e acesso só ao essencial. Depois que ele provar que acerta, você autoriza mais.

Depois me conta se funcionou?

Fui!

Eu já atravessei muita crise nesse país e aprendi isso:

Turma, a eleição acabou ontem e, independente de quem você votou e de como você se sente hoje, tem uma coisa que une todo dono de negócio do Brasil neste exato momento: a insegurança. Aquela sensação no estômago de instabilidade, de não saber o que vem pela frente.

Se eu fosse dono de uma pequena hoje, amanhã cedo eu faria três coisas.

  1. Primeiro, abriria o extrato e cortaria tudo que não traz cliente nem dinheiro de volta.

  2. Segundo, colocaria a IA pra fazer o trabalho repetitivo da empresa: cobrança, atendimento, relatório. Assim o time que eu já tenho fica livre pra vender.

  3. Terceiro, buscaria quem já atravessou coisa pior que eu e perguntaria como fez.

No Manual de Donos você faz as três: aulas com o passo a passo pra enxugar a operação, mais de 15 agentes de IA prontos pra instalar e uma MENTORIA AO VIVO com o Flávio Augusto, que recomprou a Wise Up afundada em inadimplência e colocou a casa em ordem.

Até sexta, 30/10, a assinatura sai por 12x de R$ 197. No dia 31, vai pra 12x de R$ 297.

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Pela primeira vez, o dono pequeno tem na mão a mesma ferramenta que o grande. A IA que hoje monta seu caixa, calcula sua margem e faz o trabalho operacional que antes exigia contratar mais gente.

Entrar agora é o primeiro corte de despesa que você faz esse ano: R$ 1.200.

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SOBRE MIM

Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.

Toda segunda-feira, às 18:18, eu envio o Email do Rony. É a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.

Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobrevivendo? Pensa nisso.

Um abraço,

Até a próxima segunda-feira, às 18:18h. VQVVVVVVVVV!

SUA VEZ

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