FRASE DA SEMANA

Se você não decidir o que é prioridade na sua vida, alguém vai decidir por você.

Greg McKeown

FALA RONY

Você reclama demais.

Turma, vou começar essa te dando uma bronca carinhosa, daquelas de amigo: para de reclamar. E não é papo de coach de autoajuda, não. Eu vou te explicar, com base no que a ciência já descobriu sobre o cérebro, por que cada vez que você reclama você está, literalmente, se sabotando por dentro. E o mais assustador é que você faz isso sem perceber, todo santo dia, achando que tá só "botando pra fora".

Deixa eu te contar o que eu andei lendo sobre isso, porque me fez repensar um monte de hábito meu. A neurociência vem mostrando que reclamar, julgar e criticar o tempo todo não só piora o seu humor e o seu dia, como mexe de verdade com a estrutura e o funcionamento do seu cérebro. E o mecanismo por trás disso tem um nome bonito: neuroplasticidade. É a capacidade incrível que o seu cérebro tem de se moldar, mudar e se adaptar de acordo com o que você faz repetidamente.

Tudo que você repete muito, o cérebro entende como importante e cria um atalho pra facilitar aquilo da próxima vez. É assim que a gente aprende a dirigir, a tocar um instrumento, a fazer qualquer coisa no automático.

O problema é que esse mesmo mecanismo maravilhoso funciona também pro lado ruim. Cada vez que você reclama, você está treinando o seu cérebro a reclamar, ele abre e reforça uma trilha neural que diz "ei, procura mais motivo pra reclamar, que é isso que a gente faz por aqui". Ele passa a varrer a realidade caçando problema, defeito, motivo de queixa, e vai ficando cada vez mais rápido e mais eficiente nisso. Chega a um ponto em que ele distorce a leitura da realidade pra pior, enxergando tabu e problema onde talvez nem tenha tanto, só pra te dar mais munição pra reclamar.

E tem uma parte física nessa história que é a que mais me impressionou. Quando a gente reclama e fica remoendo pensamento negativo, o corpo interpreta aquilo como uma ameaça e libera cortisol, que é o hormônio do estresse. Uma dose de cortisol aqui e ali é normal e até útil, serve pra te proteger. O problema é quando reclamar vira hábito e você passa a viver com o cérebro encharcado de cortisol o tempo todo. Porque o cortisol elevado de forma crônica, ao longo dos anos, está associado a danos numa região do cérebro chamada hipocampo, que é fundamental pra memória, pro aprendizado e pra você regular as próprias emoções.

Ou seja, o hábito de reclamar cria um ciclo cruel: você reclama, enche o cérebro de cortisol, o cortisol prejudica a área que te ajudaria a regular a emoção, e com essa área enfraquecida você reclama ainda mais. Uma bola de neve descendo ladeira abaixo.

Tem solução, e é aqui que a coisa fica boa. Não é pra virar aquele tipo de pessoa irritante que finge que tá tudo maravilhoso e nunca reconhece um problema. A ciência mostra que dá pra usar a mesmíssima neuroplasticidade a seu favor, só que apontada pro outro lado. E a chave está numa coisa simples: a reavaliação positiva. Ou seja, se você vai reclamar de alguma coisa, tudo bem reclamar, faz parte, mas não para na reclamação. Termina fazendo uma releitura mais construtiva daquela mesma situação.

Deixa eu te dar um exemplo: em vez de só soltar "meu trabalho é uma bagunça, é um caos, não aguento mais", você reconhece a parte ruim mas completa com a virada: "meu trabalho é uma bagunça, mas eu amo tanto o que eu faço que vale a pena vir aqui todo dia lidar com essa bagunça". Sentiu a diferença? Você não negou o problema, ele continua lá, mas você contou pro seu cérebro uma história nova, mais completa e mais verdadeira, que inclui também o lado bom. E toda vez que você faz isso, você treina o cérebro a procurar a saída em vez de só catalogar a queixa.

O desabafo só cumpre um papel bom quando ele termina numa reavaliação, numa busca por solução ou por um ângulo melhor da mesma situação.

E olha um detalhe que muda tudo na forma como você escolhe as suas companhias: Reclamação é contagiosa, cientificamente contagiosa. O nosso cérebro tem uns tais de neurônios-espelho, que fazem a gente sentir e absorver o estado emocional de quem tá do nosso lado. E é por isso também que, quando você olha pra aquele seu primo, aquele amigo, aquela colega que vive reclamando de tudo e todos, você tem que acender o alerta: se você não tomar cuidado, o convívio vai te moldando, e um dia você acorda reclamão igual a ele, sem nem ter percebido quando virou.

Então fica com o resumo da ópera. Reclamar não é só chato, é um treino diário que deixa o seu cérebro mais rápido em enxergar o pior e mais lento em enxergar a saída. Você não precisa fingir que os problemas não existem, seria burrice. Mas da próxima vez que a reclamação subir na garganta, tenta o exercício: reconhece o problema e, logo em seguida, força uma releitura que inclua o lado bom ou o caminho da solução.

Pensa nisso com carinho.

Fui!

RAIO-X DE NEGÓCIO

O tênis que hoje está no pé da galera mais estilosa do mundo

Esse tênis no pé das pessoas mais estilosas do mundo nasceu pra tirar crianças do crime no Japão pós-guerra. E hoje o negócio tem quase cinco vezes mais margem de lucro que a Nike.

Você com certeza já viu esse tênis por aí, mesmo que não saiba o nome. É aquele modelo baixinho, retrô, com duas listras curvas cruzando a lateral, o mesmo que a Uma Thurman usa no filme Kill Bill, aquele amarelo. É a Onitsuka Tiger, hoje a queridinha da galera de moda no mundo inteiro. Só que a história por trás dela não começa com estilo nem com desfile, começa com uma promessa feita numa guerra.

O fundador da marca nem Onitsuka se chamava. Ele nasceu Kihachiro Sakaguchi, numa província rural do Japão, e foi convocado pro exército durante a Segunda Guerra. Lá ele fez um amigo próximo, o tenente Ueda, que foi enviado pra Birmânia e antes de partir pediu uma coisa: se acontecer alguma coisa comigo, cuida dos meus pais adotivos, o senhor e a senhora Onitsuka. O Ueda nunca voltou. E o Kihachiro, contrariando até a vontade da própria família, cumpriu a promessa, se mudou pra Kobe, foi adotado por aquele casal e passou a se chamar Kihachiro Onitsuka. Sem aquela promessa, essa marca simplesmente não existiria.

Kobe estava arrasada pelos bombardeios, e o que mais incomodava o Kihachiro ao andar pela cidade era ver a quantidade absurda de crianças órfãs entrando pro crime simplesmente porque precisavam comer. Então foi pedir conselho pra um amigo dos tempos de guerra, um cara que trabalhava com educação física no governo da região, e a resposta veio em latim: anima sana in corpore sano, mente sã em corpo são, uma frase de um poeta romano.

Ele entendeu que o esporte podia salvar aquela molecada, porque tirava eles da rua, dava disciplina, dava um lugar pra pertencer. E pra praticar esporte, eles precisavam de uma coisa que o Japão quebrado não tinha: tênis.

Foi por isso que, em 1949, ele abriu uma fábrica de tênis sem nunca ter feito um sapato na vida inteira. Empreendedor raiz, no melhor estilo. Virou sacoleiro, vendia de porta em porta, riam da cara dele porque o primeiro modelo parecia mais uma sandália de palha do que um tênis de basquete, e ele chegou a passar noites dormindo em estação de trem, quase morrendo de tuberculose.

A coisa não engrenava. E quando estava quase desistindo, ele fez a virada de chave que vale mais que qualquer estratégia bonita: parou de tentar adivinhar sozinho qual produto deveria fazer e foi pra rua conversar com quem usava. Conseguiu chegar no Toru Terasawa, que era o maior maratonista do Japão na época, e fez uma pergunta simples, daquelas que qualquer dono pode fazer amanhã de manhã: qual é o maior problema que você enxerga num tênis de corrida? O Terasawa respondeu na hora, sem pensar: bolha. As bolhas que apareciam no meio da prova acabavam com o pé do corredor e impediam ele de ir mais longe e ganhar mais títulos. E o mais louco é que os corredores japoneses tratavam aquilo como destino, como se bolha fosse parte inevitável do esporte, mais um teste de resistência.

O Kihachiro foi atrás de médico pra entender como a bolha se formava e descobriu que o problema era suor, calor e atrito. E a solução veio do lugar mais banal possível: tomando banho, ele olhou pros próprios dedos enrugados na água quente e sacou que o tênis funcionava como uma banheira fechada em volta do pé suado. Se o calor era o problema, o ar precisava circular. Então ele desenhou um tênis com tecido mais solto em cima e furos na lateral, deixando o pé respirar, com uma sola de camada dupla pra proteger do atrito.

O Terasawa correu a maratona inteira sem uma única bolha. E no pódio, em vez de levantar o troféu, ele levantou o tênis em agradecimento. Aquilo fez a marca explodir no Japão.

Agora repara na virada dessa história, mais de cinquenta anos depois. Em 2025, a Onitsuka Tiger vendeu cerca de setecentos milhões de dólares em tênis, crescendo quase quarenta e cinco por cento em um ano só. Mas o número que interessa de verdade não é quanto ela vendeu, é quanto sobrou no bolso. De cada cem reais que a Onitsuka Tiger vende, sobram quase quarenta de lucro. Na Nike, de cada cem reais vendidos, sobram por volta de sete.

Ou seja, a Nike vende muito mais, mas ganha muito menos em cada tênis que sai da prateleira. E o motivo que a própria Nike aponta é justamente o desconto: pra girar o estoque parado, ela vive dando promoção, e cada promoção come um pedaço do que sobraria de lucro.

A Onitsuka Tiger praticamente não dá desconto. E aí mora a lição mais importante dessa história toda: quem vende produto precisa de desconto pra convencer o cliente. Quem vende o motivo pelo qual aquele produto existe, não precisa.

E aquela frase que o velho amigo falou pro Kihachiro lá em 1949? Anima Sana In Corpore Sano. Pega as iniciais: A, S, I, C, S. ASICS. O nome do grupo dona da Onitsuka Tiger hoje é literalmente a frase que fez ele decidir tirar aqueles moleques da rua. O propósito não virou uma plaquinha na parede da recepção, virou o nome da empresa.

Eu aprendi muito com essa história, e vou te contar como ela encostou na minha vida. Em 2014, no Ceará, um rapaz chamado Neto me sensibilizou com uma frase que eu nunca mais esqueci: ele disse que criança ali ia pra escola pra comer, não pra estudar. Daquela conversa nasceu o 1P5P, o projeto de combate à fome da Reserva, onde cada peça vendida vira cinco pratos de comida pra quem precisa.

Já são quase duzentos milhões de refeições, e aquilo mudou a história da Reserva pra sempre, porque deixou de ser uma marca que vendia camiseta e virou uma marca que existia por um motivo.

O conselho que fica é esse: descobre por que o seu negócio existe além de ganhar dinheiro, e constrói tudo em cima disso. Porque no dia em que o mercado apertar, quem vende só produto vai ter que baixar preço pra sobreviver, e quem vende um motivo vai ter cliente disposto a pagar o valor cheio.

TRUQUES DE IA

📊 A aula que saiu essa semana na minha comunidade resolve um problema de todo empreendedor

Tem uma frase que eu escuto de dono de negócio com uma frequência que assusta: "eu toco meu negócio meio cego."

Pensa nas últimas cinco decisões grandes que você tomou no seu negócio. Contratar mais um vendedor, abrir uma unidade nova, dar 10% de desconto pra fechar um contrato grande, matar uma linha de produto que você tem carinho, aumentar o preço.

Quantas delas você tomou olhando um número, e quantas você tomou no achsimo?

Foi exatamente esse problema que resolvemos na aula dessa semana, dentro da minha comunidade, onde toda semana tem uma aula nova de inteligência artificial aplicada ao negócio.

Peguei a DRE mais chata que existe, aquela planilha que o contador manda vinte dias depois do mês fechar, cheia de aba escondida e número solto, e mostramos, passo a passo, como transformar ela num dashboard EM MINUTOS com um prompt.

Com filtro de período, comparação mês a mês, projeção de receita baseada no próprio histórico e um alerta mostrando exatamente onde a margem tá caindo.

Você não precisa contratar 5 ferramentes de inteligência artificial diferentes, você precisa aprender a pedir a coisa certa.

É exatamente isso que a gente faz, toda semana, dentro do Manual de Donos. Pega uma ferramenta ou o seu problema, tira o mistério e te entrega o passo a passo com uma videaula pra você aplicar no seu negócio hoje.

Você entra, testa por 7 dias e, se não fizer sentido pro seu negócio, a gente devolve 100% do seu dinheiro. Nada de letra miúda. E não é só essa aula do dashboard: são mais de 30 aulas de negócios e inteligência artificial já esperando por você lá dentro.

Além de tuuudo isso, toda semana tem uma mentoria AO VIVO com empreendedores F@DAS, como o Bernardinho e o Benchimol, e a turma toda de +6.000 empreendedores trocando ideia de verdade.

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SOBRE MIM

Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.

Toda segunda-feira, às 18:18, eu envio o Email do Rony. É a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.

Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobrevivendo? Pensa nisso.

Um abraço,

Até a próxima segunda-feira, às 18:18h. VQVVVVVVVVV!

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