
FRASE DA SEMANA

Comece assumindo que o melhor jeito de fazer alguma coisa não é o jeito que tá sendo feito agora.
Vai com medo mesmo.

Turma, hoje eu quero falar direto com você sobre uma coisa que trava mais gente boa do que falta de dinheiro, falta de tempo ou falta de oportunidade: o medo de começar. E a minha mensagem é simples, simples que dói: vai com medo mesmo.
Não espera o medo passar, porque ele não vai passar. Respira fundo e vai assim mesmo, com o frio na barriga, com a mão tremendo, com a dúvida na cabeça. Vai.
Eu percebo uma coisa que é meio geracional, e talvez você se reconheça nisso agora. A gente vive numa época em que todo mundo está sempre no gerúndio, sabe? Sempre buscaNDO, sempre procuraNDO, sempre planejaNDO, sempre pesquisaNDO, sempre printando tela pra guardar numa pasta que nunca mais vai ser aberta. Todo mundo ocupadíssimo se preparando pra começar, e ninguém de fato começa.
A gente confunde movimento com progresso. Fica girando em falso, achando que tá avançando, mas no fim do mês, no fim do ano, tá exatamente no mesmo lugar, só que com mais abas abertas no navegador e mais cursos comprados que nunca foram assistidos.
E é por isso que eu prefiro, disparado, o cara que faz cem coisas até descobrir a primeira que dá certo, do que o cara que fica cem meses pesquisando pra tentar acertar a primeira de primeira. Porque o primeiro, o que faz, tá aprendendo de verdade a cada tentativa, tá calejando, tá entendendo o mundo real na marra. E o segundo, o que só pesquisa, tá apenas adiando o começo com uma desculpa que parece nobre, mas que no fundo é só medo disfarçado de preparação. Planejar é importante, óbvio, mas planejamento demais vira o esconderijo mais confortável do mundo pra quem tem medo de agir.
E olha que interessante o lado bom de ir com medo logo no comecinho, uma vantagem que quase ninguém enxerga. Quando você dá o seu primeiro passo em qualquer coisa nova, você não tem praticamente nenhuma expectativa em cima de você, nem dos outros nem de você mesmo.
Ninguém espera que você acerte de primeira, porque é o seu primeiro passo, e isso é uma liberdade enorme. É o momento em que você tem mais permissão pra errar em toda a sua trajetória, porque ninguém, nem você, está cobrando perfeição de um iniciante.
Então aproveita justamente essa fase, em que o erro custa barato e ensina caro, pra se jogar de cabeça sem esse peso todo de ter que dar certo logo de cara.
E aqui chega a parte que pra mim é a mais importante de tudo, a virada de chave que mudou completamente a forma como eu lido com risco e com erro na minha vida. A maioria das pessoas acha que na vida existem dois resultados possíveis quando você tenta alguma coisa: ou você acerta, ou você erra. Ganhou ou perdeu. Deu certo ou deu errado. E é justamente esse jeito de enxergar as coisas que paralisa tanta gente, porque o medo de estar do lado do "errou" é grande demais pra dar o primeiro passo.
Mas eu enxergo de um jeito completamente diferente, e é isso que eu quero que você leve pra vida. Não existem dois resultados. Na real, você nunca perde de verdade. O que existe é o seguinte: tem vezes em que você acerta, e tem vezes em que você aprende.
Presta muita atenção nessa diferença, porque ela é sutil mas muda tudo. Eu não tô dizendo que às vezes você ganha e às vezes você perde. Eu tô dizendo que o que a maioria chama de erro, de perda, de fracasso, é na verdade uma outra forma de ganhar, só que disfarçada. Porque cada tentativa que não deu certo te entrega uma lição que você não tinha antes, te mostra um caminho que não funciona pra você não perder tempo com ele de novo, te deixa mais preparado, mais afiado, mais sábio pra próxima.
O erro não é o oposto do acerto. O erro é o acerto vindo pela porta dos fundos, embrulhado num presente feio que você só abre depois.
Quando você entende isso de verdade, lá no fundo, o medo perde quase todo o poder que ele tinha sobre você. Porque, pensa comigo, do que exatamente você tem medo? Se toda vez que você tenta você ou acerta ou aprende, então não existe cenário de perda total. Não existe o fundo do poço do fracasso puro que a sua cabeça pinta.
No pior dos casos, você sai da tentativa sabendo mais do que sabia antes de tentar. E conhecimento adquirido na prática, na dor, na tentativa real, é uma das coisas mais valiosas que existem, algo que nenhum vídeo, nenhuma pesquisa e nenhum print de tela consegue te dar.
Então não tem jeito, meu caro, minha cara. Para de esperar a hora perfeita, que ela não vem. Para de esperar o medo ir embora, que ele não vai. Para de acumular pesquisa e planejamento como se fossem uma armadura que vai te proteger do erro, porque essa armadura é só uma prisão confortável que te mantém parado no mesmo lugar.
Respira fundo, aceita que vai dar frio na barriga, aceita que talvez não saia perfeito na primeira, e vai assim mesmo. Porque lá na frente, olhando pra trás, você vai perceber que ou aquilo virou uma vitória, ou virou uma lição que te trouxe até uma vitória ainda maior. E nos dois casos, você ganhou por ter tido a coragem de começar.
Vai com medo. É a única forma que existe de ir.
Pensa nisso com carinho.
Fui!
Toda marca que explodiu de verdade nasceu comprando uma briga.

Deixa eu começar com uma provocação: quem agrada todo mundo não é escolhido por ninguém. Olha pras marcas que você mais admira e repara que todas elas, sem exceção, têm um inimigo muito bem definido. E quase nunca esse inimigo é o concorrente.
Todo mundo acha que o vilão da Apple era a Microsoft. Errado. Em 1997 a Apple estava praticamente falida, com prejuízo de mais de um bilhão de dólares, e o Steve Jobs tinha acabado de voltar pra empresa que ele mesmo fundou. Ele não tinha nenhum produto novo pra mostrar, e mesmo assim decidiu lançar uma campanha. O slogan era Think Different, pense diferente, e ele foi uma resposta direta ao slogan da IBM, a gigante dos computadores de escritório da época, que era só Think, pense.
Só que a briga ali não era com a IBM, era com o conformismo. Com aqueles escritórios chatos de cubículo, com aqueles computadores cinza e bege todos iguais, com a turma de terno que nunca questionou nada na vida. A campanha nem mostrava computador, mostrava Einstein, Picasso, Martin Luther King, gente que desafiou o jeito como as coisas eram feitas, e a Apple se colocou do lado dessa gente.

O resultado foi absurdo: em doze meses a ação da Apple triplicou, e em pouco mais de dois anos o valor da empresa saiu de menos de dois bilhões pra mais de quinze bilhões de dólares. Um ano depois da campanha veio o iMac colorido, transparente, que parecia um brinquedo no meio daquele mar de caixa bege, e virou um dos computadores mais vendidos da história. O produto chegou depois. A briga veio antes.
E o Just Do It da Nike, lançado em 1988? É uma guerra declarada contra a hesitação humana, contra aquela vozinha que mora na cabeça de todo mundo e fala todo dia que amanhã você começa a correr, que segunda você começa a treinar. Nos dez anos seguintes, a Nike saiu de menos de um bilhão pra mais de nove bilhões de dólares em vendas, e mais que dobrou o pedaço do mercado americano de tênis que era dela.

Repara que nenhum desses vilões tem rosto. O inimigo que o seu negócio precisa combater não tem que ser uma pessoa ou uma empresa. Pode ser um comportamento, um jeito de fazer as coisas no seu mercado que deixa o seu cliente de saco cheio, mas que ele não consegue explicar direito por quê. E quando você dá nome pra essa coisa acontece uma mágica, acredita em mim.
É como arrancar o band-aid de um machucado que as pessoas carregavam faz tempo sem saber nomear. Elas ficam gratas, se identificam, e passam a te escolher pra resolver aquilo pro resto da vida. A partir daí, cada post que você faz, cada produto que você lança, vira mais um round de uma luta que essas pessoas querem ver você ganhar.
Eu vivo isso há anos nos meus negócios, turma. Na Reserva, lá no começo, o meu cliente estava cansado das marcas de moda que só faziam roupa conceitual, peça que ele ou não entendia ou não tinha coragem de vestir. Então a gente comprou briga com a marca que dominava o mercado naquela época, que estava bombando mas insistia em fazer roupa de astronauta pra um cara que só queria uma bermuda e uma camiseta bonitas.
E compramos briga também com a crítica de moda, que só elogiava quem colocava roupa esquisita na passarela e não vestia o brasileiro de verdade. Quanto mais a gente provocava, mais eles respondiam, e cada resposta colocava a Reserva na frente de um monte de gente que nunca tinha ouvido falar da gente, mas que estava louca pra aparecer uma marca que pensasse igual a ela.
Foi dali que nasceu o nosso posicionamento, a marca de verdade pra pessoas de verdade, e o resto é história.
No Manual de Donos a gente fez a mesma coisa, e deu nome e sobrenome pro inimigo: o guru de internet. Aquele cara que vende fórmula mágica, promessa de riqueza rápida e uma prosperidade que ele mesmo nunca teve, e que você esbarra todo dia rolando o celular. A gente comprou essa briga abertamente, e milhares de donos que já estavam cansados daquilo vieram junto.

Tá vendo o padrão? Os dois negócios cresceram comprando uma briga que o cliente já queria comprar. A gente só deu nome pra causa dele.
O conselho que fica é esse: para de tentar ser unânime. Olha pro seu mercado e encontra aquilo que está quebrado, aquilo que irrita o seu cliente todo dia e que todo mundo do setor finge que não vê. Dá um nome pra isso, se coloca como quem vai resolver, e nunca mais fica de boca calada sobre esse problema.
E aí me responde com sinceridade: qual é o vilão que o seu negócio vai combater?
🗂️ Como montar um "projeto" no ChatGPT que organiza seu trabalho repetitivo sozinho

Você tem aquele tipo de trabalho que se repete o tempo todo, chega pedido de orçamento, você precisa montar a proposta, organizar os arquivos, deixar tudo apresentável, e toda vez começa do zero, explicando tudo de novo pra IA?
Existe um recurso chamado ChatGPT Work (a parte de "Projetos" do ChatGPT) onde você monta o processo UMA vez e depois é só jogar o material novo lá dentro que ele organiza tudo sozinho, do mesmo jeito, sempre.
🤖 Como fazer e começar a usar:
Passo 1: Crie o Projeto
→ No ChatGPT do computador, abra "Novo chat" > "Trabalho" (Work) > "Escolher projeto" > "Novo projeto".
→ Dê um nome (ex: "Propostas de clientes") e ligue a uma pasta do seu computador.
→ Coloque alguns exemplos pra IA olhar: 2 ou 3 orçamentos antigos que você já fez e uma proposta que ficou boa (pra ela aprender o seu padrão).
Passo 2: Peça pra IA Sugerir a Organização
→ Peça: "Olha os arquivos de exemplo desse projeto e sugere uma organização de pastas simples pra eu transformar pedido de orçamento em proposta pronta. Me mostra a proposta ANTES de criar ou mover qualquer coisa."
→ Dica importante: se ele sugerir algo complicado demais (muita pasta, muita etapa), corte na hora. Peça uma estrutura simples de 3 pastas: uma pros pedidos que CHEGAM, uma com seus modelos e preços (a fonte oficial) e uma pras propostas PRONTAS.
→ É tipo uma caixa de correio: o pedido novo entra numa pasta, seus modelos ficam em outra, e a proposta pronta sai na terceira.
Passo 3: Faça Uma Vez, Depois Automatize
→ Peça pra IA processar um pedido de exemplo UMA vez: "Pega esse pedido de orçamento, usa meus modelos e preços da pasta oficial e monta uma proposta pronta pro cliente. Não inventa preço, prazo ou serviço que não estava nos meus modelos. Para depois e me mostra como ficou."
→ Confira o resultado antes de automatizar. Abra a proposta e veja se os preços e prazos batem com os seus de verdade.
→ Ficou bom? Aí peça: "Transforma esse processo numa habilidade reutilizável que eu possa usar sempre que chegar pedido novo."
Passo 4: Escolha a Ferramenta Certa pra Cada Parte
→ Pra tarefa simples e repetitiva (montar proposta a partir do modelo), use a versão mais leve e rápida da IA, não precisa da mais potente.
→ Pra trabalho pesado (mexer em muitos arquivos de uma vez, planilhas complexas), aí sim use uma versão mais avançada.
→ Não gaste "canhão pra matar mosca": use o modo mais simples que dá conta.
Passo 5: Confira e Mantenha Limpo
→ Antes de mandar a proposta pro cliente, confira contra os seus modelos. Veja se preço, prazo e condições estão certos, proposta com erro de preço é vexame na frente do cliente.
→ Quando terminar, arquive as conversas antigas e guarde só o projeto, a habilidade e a pasta com seus modelos.
→ A próxima proposta começa com o pedido novo na pasta de entrada — não com você configurando tudo de novo.
DICA DE OURO: A mesma estrutura de 3 pastas (chega / oficial / sai) serve pra qualquer trabalho que se repete no seu negócio. Currículo que vira resumo pra contratar, nota fiscal que vira controle de gastos, pedido que vira ordem de serviço. Monta o esqueleto uma vez e, sempre que notar que corrigiu o mesmo erro duas vezes, melhora a instrução, assim o sistema fica mais esperto com o tempo.
Depois me conta se funcionou?
Fui!

Semana passada, lá dentro da comunidade, sentou comigo o Caio Amato, o brasileiro que preside a Oakley no mundo inteiro. O cara é o único brasileiro na lista dos 100 maiores inovadores do planeta e comanda a marca que vai estar no rosto do próximo astronauta a pisar na Lua, numa parceria com a NASA, com uma lente feita de pó de ouro.
E a melhor parte da conversa não foi essa. Foi quando ele aterrissou tudo isso no tamanho do nosso negócio. Porque ele disse uma coisa que eu não esperava: inovação quase nunca depende de orçamento. Muitas vezes o que muda a percepção de valor é o nome do produto ou a história em volta dele.
Ele chama isso de regra dos 3%. Pega um produto comum do seu mercado e muda 3% dele.
O exemplo que nós comentamos foi de uma pequena agência de viagens. Em vez de mandar o roteiro que o cliente comprou num e-mail qualquer, manda encadernado numa gráfica, com uma pasta, um porta-passaporte com as iniciais da família. É o mesmo roteiro, o mesmo trabalho, o mesmo custo de operação. Mas a percepção de valor muda de patamar. Dá pra começar hoje só trocando o nome do que você vende.
Essa parte, e o resto da conversa sobre marca, inovação e produto, está no Manual de Inovação, Marca e Produto que saiu hoje pros membros:
→ O teste da avó: sua marca precisa caber numa frase que sua avó e uma criança de 12 anos entendam
→ Por que construir marca é entender o que você NÃO vai fazer, e como escolher 3 valores que servem de filtro
→ O exercício pra achar o que o seu mercado faz sem questionar há anos
→ Os 15% que compram pela emoção e constroem sua marca, e os 85% que pagam a sua conta
→ A conta que ele usa pra escolher parceiro: 3 vezes autenticidade, 2 vezes propósito, 1 vez performance
Quem assina hoje pega a gravação completa e o manual inteiro, com o passo a passo de implementação e todos os frameworks.
E já entra pra próxima: terça que vem tem o Gabriel Mineiro, ex-head de growth da RD Station, abrindo como achar as alavancas que fazem o seu negócio crescer. Na outra tem a Manu Cit sobre transformar seguidor em cliente, e em outubro Flávio Augusto e Bruno Okamoto com IA pra aumentar receita.
É uma aula dessas por semana, toda terça. Mais os manuais de negócio e de IA, o acervo inteiro do que já rolou e um time de +10 agentes que vão trabalhar com você.
De quem fez, pra quem faz. Bora?
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SOBRE MIM

Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.
Toda segunda-feira, às 18:18, eu envio o Email do Rony. É a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.
Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobrevivendo? Pensa nisso.
Um abraço,
Até a próxima segunda-feira, às 18:18h. VQVVVVVVVVV!


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