Sou bom no que odeio. E agora?

#1 Se você quer me derrotar não tente me copiar.

#2 A inovação não nasce da tecnologia, nasce da empatia.

#3 Só quem se coloca no lugar do outro tem a capacidade de criar soluções que melhoram a vida alheia.

🧭 Vida em portfólios: por que planejar a vida em ciclos de 10 anos pode ser a saída pra não virar refém de uma carreira que deu certo, mas perdeu o sentido.

🧳 Nike nas viagens: malas pensadas para atletas mostram que lifestyle também se constrói no deslocamento, não só no treino.

🎙️ The One-Person Business Model: por que o futuro do trabalho é transformar quem você é em produto, sem pose de vendedor.

E mais algumas coisinhas…

Sou bom no que odeio. E agora?

Esse é o último email do ano. Chegamos a impensável marca de 1,3 milhões de assinantes desta newsletter. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a você por aturar este humilde empreendedor nas 52 semanas do ano. Espero de coração ter conseguido ajudá-los em suas vidas e negócios através dos insights e idéias (algumas vezes ruins).
Se quiser me contar sobre como o ajudamos (ou atrapalhamos, rs), basta responder a este e-mail me contando; vou adorar saber.

Dito isso, nessa época do ano as pessoas costumam fazer uma análise do ano que passou para planejar o ano que virá. É uma época em que descansamos e, de cuca fresca, tomamos importantes decisões de vida.

Nada é por acaso: quando eu começava a escrever este texto, encontrei um amigo de muitos anos. Ele é advogado tributarista há trinta anos. Brilhante, respeitado, muito bem pago. Outro dia ele me disse: "Sou ótimo em algo que eu odeio. Que tipo de sucesso é esse?"

Essa frase ficou ecoando na minha cabeça, e decidi fazer das minhas conclusões sobre ela a tese da última newsletter do ano.

Desde cedo ensinaram para a gente um roteiro simples: encontre sua profissão, aprofunde-se, fique quarenta anos nela, torne-se insubstituível. O problema é que ninguém te conta o que acontece quando você segue esse roteiro à risca, mesmo quando não é feliz:

Você vira excelente em algo que não faz sentido. O dinheiro e as responsabilidades só vão ficando grandes demais para desistir.

E de repente você está preso a infelicidade, não por falta de opção, mas por excesso de competência. São carreiras de relativo sucesso, mas também são celas com ar-condicionado.

E se existisse outro jeito de pensar isso?

Eu gosto sempre de fatiar fino a vida para tudo. Então meu amigo advogado me levou a uma reflexão que decidi compartilhar nesse email: Dividir a vida em portfólios de uma década.

Por exemplo:

Dos 15 aos 20: Curtir muito a família, os amigos, viajar e viver as experiências bacanas que a juventude nos proporciona.
Dos 20 aos 30: Experimentar de tudo um pouco.
Dos 30 aos 40: Empreender ou trabalhar com aquilo que experimentou e com que mais se identificou ou percebeu ser bom.
Dos 40 aos 70: Utilizar o conhecimento adquirido em 20 anos de trabalho para virar investidor e mentor.

Em vez de uma carreira de 40 anos fazendo a mesma coisa, deveríamos planejar ou nos permitir ter 4 carreiras/aventuras de 10 anos?

Vou te dar dois bons exemplos práticos:

Richard Branson fez exatamente isso. Nos anos 70, era um moleque vendendo discos pelo correio. Nos anos 80, fundou a Virgin Atlantic e foi brigar com a British Airways. Nos anos 90, entrou em telecomunicações e trens. Depois dos 60, decidiu que o próximo passo era o espaço. Quando perguntaram por que ele não ficava só na música, respondeu: "Na escola de negócios te ensinam a ficar nas suas cebolas. Eu decidi que também gostava de cenouras, ervilhas e couve-de-bruxelas."

Eu vivi isso na pele. Dos 20 aos 30, fui consultor na Accenture, aprendi sobre processos, vendas e sobre como uma empresa funciona de verdade, mas me sentia um peixe fora d'água fazendo aquilo.

Dos 30 aos 40, usei o conhecimento da década anterior para construir a Reserva. Moda era o meio; a mensagem era o porquê. Nossa missão foi a de quebrar os preconceitos operacionais e de comunicação da moda para transformar um boring business, moda masculina, em um cool business.

Vendemos e deixamos o negócio quando já não fazia mais sentido estar nele. E agora, dos 40 aos 50, empreendemos novamente com a Rebels Ventures: em vez de fishermen, agora somos fishers of men. Investindo e fazendo junto com empreendedores fantásticos em negócios com foco em estilo de vida (beleza, saúde e bem-estar) e creators economy.

Três aventuras completamente diferentes. Os mesmos valores. As mesmas pessoas, que se negam a entrar na zona de conforto e deixar de se divertir enquanto trabalham. Em diferentes estágios da vida.

É aí que entra o ponto central: você não precisa começar do zero. Você só precisa transferir. Vendas, marketing, gestão, liderança, cultura, operação — tudo se recicla. Tudo se conecta. E tem um bônus de que ninguém fala: recomeçar dá energia. Cliente número um de um negócio novo emociona. Versão 1.0 vibra.

Novamente, não estou aqui propondo que, sob qualquer circunstância, você mude de carreira a cada 10 anos. Estou humildemente sugerindo que você deve ser minimamente feliz no trabalho e que, se isso não acontecer, você deveria experimentar novas aventuras. Eu e meus sócios somos exemplos do que eu falo. E exemplo arrasta.

Você, a esta altura, está se perguntando: "Bacana, mas e se eu fracassar?".

Bem, quanto menores as chances de sucesso, maiores as de fracasso. Se você pensa em quatro, cinco, seis ciclos ao longo da vida, o risco de fracasso se dilui. Vira aprendizado. Vira história para contar quando você acertar.

Repito: não estou dizendo para você largar tudo a cada dez anos como se fosse um cronômetro. Estou dizendo para você se dar permissão para evoluir. Talvez seu negócio atual dure quinze anos. Talvez você comece outro sem largar o primeiro. Talvez você venda, delegue, automatize. Tudo isso vale. O que não vale é achar que só existe um caminho.

Então, pra você que pode estar insatisfeito ou reclamando da vida, deixo a pergunta neste último e-mail do ano:

Qual será a sua próxima aventura?

Talvez você já saiba. Talvez ainda não. Mas se esse texto te fez pensar, mesmo que por um segundo, então ele cumpriu seu papel.

A vida em portfólios de 10 anos não é sobre abandonar o que você construiu. É sobre expandir o que você pode se tornar.

Amo vocês, feliz Ano Novo!

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Estou lendo o livro Irreplaceable sobre criação de lugares e hoje li um capítulo sobre como espaços físicos só sobrevivem na era digital quando oferecem uma recompensa muito maior que o esforço exigido.

A Proporção Trabalho/Recompensa = criando lugares insubstituíveis

O capítulo mostra que as pessoas avaliam subconscientemente: momentos que parecem trabalho versus momentos que parecem alegria. Essa dinâmica é o “work/payoff ratio” (WPR).

A metodologia inverte a lógica da eficiência. Em vez de competir em velocidade (onde o digital sempre vence), o livro sugere:

  • Identificar os pontos de fricção: “O que ganho ao visitar este lugar?”

  • Reconhecer que muitos lugares ignoram o esforço exigido dos consumidores

  • Garantir que os momentos de prazer superem os pontos de dor

O resultado não é um lugar mais eficiente, mas insubstituível — onde as pessoas querem estar, mesmo que o digital seja mais fácil.

Fala, galera! A indicação de hoje não é bem um podcast, mas assisti esse vídeo e tirei vários ensinamentos que valem compartilhar.

É sobre transformar você mesmo em produto, o tal modelo de negócio de uma pessoa só. O lance é que você não precisa ser expert pra começar a monetizar o que você sabe. O futuro tá indo pra autenticidade, não pra discurso de vendedor.

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