Toda segunda, às 18:18

QUOTE DA SEMANA

Felicidade é ter desafios melhores. Sucesso é ter fracasso melhores. Disciplina é ter vícios melhores.

FALA RONY

Por que você nunca acha que é o bastante?

Turma, acabei de ler uma parada num livro que eu tenho certeza absoluta que vai ajudar um montão de gente, então senta que lá vem história. O autor faz um paralelo entre duas coisas que a gente costuma confundir a vida inteira: a disciplina e a devoção. E a frase que me pegou foi essa: a disciplina nasce da culpa, já a devoção nasce do amor. Lê de novo devagar, porque quando eu li isso, parei o livro e fiquei um tempo só pensando.

Deixa eu te explicar a diferença, porque ela muda tudo. A disciplina é você se obrigar todo santo dia a fazer uma coisa que você não quer fazer, porque você tá correndo atrás de uma meta lá na frente. Você acorda cedo com preguiça, vai pra academia contrariado, faz a dieta sofrendo, senta pra trabalhar de cara amarrada, tudo isso porque o que você quer de verdade não é o processo, é a recompensa que vem lá no fim. O corpo que você vai ter, o dinheiro que você vai ganhar, o troféu que você vai pendurar na parede. A disciplina é orientada pelo prêmio final, e o caminho até lá é só um preço que você paga meio a contragosto.

Já a devoção é uma coisa completamente diferente, e é aqui que mora a beleza. Na devoção, você ama o processo em si. A satisfação não fica guardada lá no fim esperando você chegar, ela vem o tempo todo, todo dia, no meio do caminho, porque você é devoto àquilo que tá fazendo. Pensa em quem é devoto a um amor de verdade.

A pessoa curte o processo de amar todo dia, nas dores e nas delícias, sem tá amando pela certeza de um prêmio no fim ou pela garantia de uma vitória. Ela ama porque ama, e o próprio ato de amar já é a recompensa. Não tem linha de chegada, e nem precisa ter.

Agora repara na diferença emocional entre as duas, porque é brutal. Na disciplina, você só vai se sentir satisfeito quando bater a meta. E sabe o que acontece no exato segundo em que você bate a meta? Você já tá mirando a próxima, então você meio que nunca chega, nunca é o suficiente, nunca é o bastante pra parar e sentir orgulho. Vive naquela sensação recorrente de dívida, de que tá sempre devendo alguma coisa pra si mesmo, sempre correndo atrás de um lugar que se move toda vez que você chega perto. É por isso que tem tanta gente que alcança tudo que sonhou e continua se sentindo vazia, porque construiu a vida inteira na disciplina movida a culpa, e a culpa nunca dá trégua.

Na devoção é o contrário. Como o prazer tá no processo e não no resultado, você é recompensado a cada passo. A dopamina da realização pinga o tempo inteiro, não fica represada esperando um dia que talvez nem chegue. E olha que loucura: a pessoa devota, justamente porque ama o que faz, acaba se dedicando muito mais, com muito mais intensidade, e no fim entrega um resultado muito melhor do que a pessoa disciplinada que tava só cumprindo tabela contrariada. A devoção produz mais e sofre menos. Parece bom demais, mas é assim que funciona.

E eu preciso deixar uma coisa muito clara aqui pra ninguém entender errado, porque isso é importante. Nem eu nem o autor do livro tamos dizendo que disciplina é ruim, longe disso. A disciplina é absolutamente fundamental na vida, e tem um monte de coisa que a gente precisa fazer e que nunca vai amar, e nessas horas é a disciplina que segura o rojão e não deixa a peteca cair. Ter disciplina é o que separa quem sonha de quem realiza, isso é inegociável.

O ponto é outro, é sobre escolha. Sempre que você tiver a opção de escolher entre a devoção e a disciplina pra alguma coisa importante da sua vida, escolhe a devoção. Vai na fé. Porque não existe no mundo nada mais assustadoramente perigoso, no melhor sentido possível da palavra, do que uma pessoa que ama de verdade o que faz.

Essa pessoa não precisa se obrigar, não precisa de força de vontade, não precisa contar os dias pro fim de semana, porque pra ela o trabalho não é sacrifício, é entrega. E contra alguém assim, movido a amor pelo processo, quem só tem disciplina movida a culpa não tem a menor chance de competir no longo prazo.

Isso vale pra tudo, viu. Vale pro seu negócio, pra sua carreira, pra escolha do que você vai fazer da vida. Antes de se jogar de cabeça numa coisa só porque ela promete um prêmio gordo no fim, para e se pergunta com honestidade: eu amo o processo disso, ou eu só quero a recompensa? Porque se for só pela recompensa, você vai passar anos se obrigando, sentindo culpa, remando contra a maré, e talvez chegue lá exausto e vazio. Mas se você amar o processo, o caminho inteiro já vira recompensa, e aí você fica imparável.

A vida real nem sempre te dá essa escolha bonitinha de bandeja, tem hora que você simplesmente precisa fazer o que precisa ser feito, ame ou não ame, e nessas horas, óbvio, seja disciplinado sem dó. Mas sempre que der pra escolher o caminho da devoção, escolhe ele.

Procura construir a sua vida, o seu trabalho e as suas relações em cima daquilo que você ama fazer, e não só em cima do que te promete um prêmio no fim. Porque no fim das contas a diferença entre uma vida de culpa e uma vida de amor tá exatamente aí, na resposta pra uma pergunta simples: você tá correndo atrás do prêmio, ou você ama a corrida?

Pensa nisso com carinho.

Fui!

RAIO-X DE NEGÓCIO

O produto dele é pior que o do concorrente, custa mais caro e tem uma fila de anos para comprar.

Essa história é sobre um sujeito que usa terno amarelo e cartola, se chama Jesse Cole, e que entendeu uma verdade que muito dono grande ainda não entendeu: o cliente não quer o seu produto, ele quer sentir alguma coisa. E foi apostando nisso que ele transformou um clubinho quebrado numa marca avaliada em meio bilhão de dólares.

O Jesse queria ser jogador de beisebol, mas uma lesão no ombro acabou com a carreira dele antes mesmo de começar. Só que tinha uma outra coisa que ele amava tanto quanto o esporte, que era entretenimento, show, espetáculo. Ele passou dez anos gerenciando um timezinho pequeno, o Gastonia Grizzlies, e foi ali que ele começou a experimentar de tudo pra encher a arquibancada, desde concurso de beleza pra vovó até enterrar anel de diamante no meio do campo em jogo da meia-noite. Esses dez anos foram o laboratório dele, onde aprendeu na marra o que faz uma plateia se apaixonar por uma experiência ao vivo.

Em 2015, ele e a esposa, a Emily, compraram o direito de montar um time novo na cidade de Savannah, na Geórgia, e aí a coisa quase desabou. Nos primeiros três meses, eles venderam um punhado de ingressos, estouraram o limite da conta no banco e acumularam quase 1,8 milhão de dólares em dívida. Num certo dia de janeiro de 2016, a Emily virou pra ele e disse a frase que ninguém quer ouvir: a gente vai ter que vender a casa. E foi o que fizeram.

No meio daquele caos todo, o Jesse percebeu uma coisa que mudou a sua perspectiva sobre o esporte: o estádio não ficava vazio porque o beisebol era ruim, ficava vazio porque era chato. O jogo tradicional se arrastava por horas, tinha um monte de tempo morto, e a galera simplesmente ia embora antes do final.

Então ele resolveu misturar as duas coisas que mais amava na vida, entretenimento e beisebol, e a primeira decisão que tomou foi a mais absurda de todas: trocar o nome do time pela coisa mais maluca que conseguiu imaginar. Numa votação aberta com a torcida, uma enfermeira de 62 anos sugeriu "Bananas", e ele abraçou na hora. Savannah Bananas.

A cidade inteira caiu de pau nele, foi uma chuva de comentários negativos, até dizer chega. Diziam que o dono devia ser expulso da cidade, que era uma vergonha, que ele nunca ia vender um ingresso. Mas o Jesse não se ligou nas críticas, ele se ligou numa outra coisa muito mais importante: pela primeira vez, todo mundo estava falando do time dele. E tem uma frase dele que resume a filosofia inteira: marketing não é o que você fala, é o que você faz pras pessoas falarem de você.

A partir dali, ele reinventou o beisebol inteiro e criou o que chamou de Banana Ball, uma versão nova do jogo com regras próprias feitas pra eliminar todo momento chato. Botou limite de duas horas por jogo, porque mais que isso cansa. Os jogadores dançam, dão salto mortal pra pegar a bola, os juízes entram na brincadeira, tem gente em perna de pau. Ele parou de vender um jogo de beisebol e passou a vender uma experiência de entretenimento que não existe em nenhum outro lugar do mundo.

E os resultados vieram com uma força que é difícil de acreditar: todos os jogos esgotam, sem exceção, desde a primeira temporada. Só em 2025, mais de 2,2 milhões de pessoas compraram ingresso pra ver os times dele, mais que o dobro do ano anterior. A lista de espera pra conseguir um ingresso passa de 3,5 milhões de pessoas, e cresce alguns milhares por dia. O time joga hoje em estádios gigantes e campos de futebol americano com capacidade pra 80 mil pessoas. Nas redes sociais, os Savannah Bananas têm mais seguidores do que qualquer time da liga profissional de beisebol dos Estados Unidos.

A empresa, que o Jesse e a esposa são donos de 100%, é avaliada em cerca de 500 milhões de dólares e fatura mais de 100 milhões por ano, superando o lucro de vários times da liga principal. O detalhe que amarra tudo é que o ídolo do Jesse nunca foi nenhum dono de clube de esporte. Ele diz abertamente que está construindo a Disney do esporte, e é exatamente isso que ele faz: não vende o jogo, vende a mágica em volta do jogo.

Ele largou a obsessão pela competição, por ganhar a partida, e abraçou a obsessão por encantar o cliente. E funciona porque ele é de verdade, autêntico, e não dá a mínima pro que os outros pensam do terno amarelo dele.

E aqui vai a pergunta que essa história planta na sua cabeça: o que você está fazendo, em termos de experiência, pra que o seu cliente volte a comprar de você? Porque repara que o Jesse não tinha o melhor produto. O beisebol dele é de um time pequeno, com jogadores que jamais chegariam na liga principal. O produto, tecnicamente, era pior que o dos concorrentes. Mas ele envelopou esse produto numa camada de experiência tão forte que virou uma coisa que ninguém consegue copiar e que a galera atravessa o país e espera anos na fila pra viver

Você leu isso e provavelmente pensou: bonito, mas o Jesse é o Jesse.

Ele teve dez anos de laboratório testando maluquice em arquibancada vazia. Você tem um negócio rodando, conta pra fechar no fim do mês e nenhum tempo sobrando pra ficar adivinhando o que funciona.

E aqui tá a real: o que o Jesse fez não foi genialidade, foi um padrão.

Ele pegou uma lógica que já funcionava na Disney e plantou no beisebol. Chama-se Venda de Experiência, e é um dos 55 padrões de modelo de negócio que uma pesquisa da Universidade de St. Gallen mapeou estudando 250 empresas ao longo de 25 anos. A conclusão delas: 90% das inovações que mudam o jogo não foram inventadas do zero, foram copiadas de outra indústria.

Ou seja: não precisa ser o Jesse. Precisa saber qual padrão pegar e como plantar no seu negócio.

O problema é que ninguém te ensina a fazer essa tradução. Você lê a história, entende a ideia, e trava na hora de aplicar. "Tá, mas como isso vira alguma coisa na minha loja?"

Isso é exatamente o que a gente resolve dentro do Manual de Donos. Os 12 padrões (dos 55) que mais funcionam pra negócio pequeno e médio aqui no Brasil, com a explicação e o passo a passo de cada um; e o exercício de 40 minutos que te obriga a responder as perguntas que você nunca teve coragem de fazer sobre o seu modelo. Uma parte das diversas aulas que saem toda semana.

O Jesse levou dez anos e quase perdeu a casa pra descobrir na marra. Você tem o mapa na primeira semana. A diferença entre quem lê o case e quem muda o negócio é ter o método na mão e a coragem de aplicar.

Você entra pra ter uma dessas na mão toda semana, o ano inteiro.

TRUQUES DE IA

📰 Como receber um "jornal personalizado" escrito pelo Claude toda manhã com o que importa pra você

Você começa o dia pulando entre o email, a agenda e uns portais de notícia, tentando juntar tudo na cabeça: o que tenho hoje? Que email preciso responder? O que aconteceu no mundo e no meu setor?, e gasta um tempão só pra montar esse quadro geral antes de conseguir trabalhar de verdade?

Existe uma forma de fazer o Claude montar um jornal pessoal toda manhã: uma edição matinal, tipo primeira página de jornal, que junta seus emails importantes, os compromissos da sua agenda e as principais notícias do mundo e do seu setor, tudo organizado e filtrado, num único lugar.

🤖 Como começar a usar:

Passo 1: Conecte Suas Ferramentas

→ Abra o Claude ou Claude Cowork.

→ Conecte suas ferramentas de trabalho: Gmail, Slack, Notion e Agenda.

→ Para a versão completa, conecte todas. Mas você pode começar só com uma ou duas para testar.

Passo 2: Peça a Primeira Edição

→ Peça ao Claude: "Monta um jornal matinal pra mim, estilo primeira página de jornal, com três seções: (1) MINHA AGENDA — os compromissos de hoje em ordem de horário; (2) MEUS EMAILS — resumo dos emails importantes que preciso responder, com prioridade; (3) O MUNDO HOJE — as principais notícias de hoje sobre [liste seus temas: economia brasileira, meu setor, inteligência artificial, meus concorrentes], resumidas em poucas linhas com o link da fonte."

→ O Claude puxa sua agenda, seus emails, vasculha as notícias e monta a primeira edição.

Passo 3: Ajuste e Refine

→ Leia o primeiro jornal e veja o que ficou bom e o que não ficou.

→ Peça ajustes: "coloca os emails de clientes no topo", "tira notícia de política", "adiciona uma seção só do meu setor", "deixa os resumos mais curtos".

→ Reserve alguns minutos pra deixar o jornal com a sua cara antes de automatizar.

Passo 4: Transforme em Rotina Automática

→ Quando o jornal estiver do seu jeito, peça: "Transforma isso numa skill (habilidade) reutilizável e agenda pra rodar toda manhã no Claude Cowork."

Skill reutilizável = o Claude aprende o processo e repete sempre, sem você precisar explicar de novo.

→ A partir daí, todo dia de manhã seu jornal aparece pronto, esperando você com o café.

DICA DE OURO: Crie uma tarefa de auditoria semanal: peça para a IA analisar sua lista de tarefas, encontrar as tarefas que se repetem toda semana e sugerir quais delas você poderia automatizar de vez com IA.

O Claude não substitui o seu julgamento sobre as prioridades do dia, mas para juntar sua agenda, seus emails e o que acontece no mundo num resumo organizado toda manhã resolve muito bem.

FERRAMENTAS DE DONO

📚 A Arte da Comunidade — Charles H. Vogl

Sou apaixonado por esse assunto e o Vogl escreveu o livro definitivo sobre ele. O cara estudou 3 mil anos de história de comunidades, de tribos antigas a Google, Airbnb e exército americano, e destilou 7 princípios que fazem um grupo de pessoas virar uma comunidade de verdade, daquelas que as pessoas não largam nunca.

E a sacada central do livro me pegou forte: comunidade não é ter um monte de gente junta. Comunidade começa quando pelo menos duas pessoas passam a se preocupar genuinamente com o bem-estar uma da outra. Se não tem isso, não é comunidade, é uma plateia.

Recomendo pra todo líder que cuida de gente.

Fui!

POR DENTRO DA MINHA COMUNIDADE

Se você chegou até aqui lendo esse e-mail, é porque a gente pensa parecido. E eu queria muito te chamar pra dentro da minha comunidade de donos, gente que igual você tá espalhada pelo Brasil inteiro ralando pra fazer o negócio crescer.

Só pra você ter uma ideia do que rola lá dentro, deixa eu te mostrar um brinquedo que eu criei: a DiretorIA de Donos. É uma diretoria inteira de IA trabalhando pra você, 24h por dia. Diretor Financeiro pra montar teu DRE e teu fluxo de caixa sem gastar uma fortuna. Diretor Comercial cuidando do teu funil, do lead até o fechamento. Diretora de Pessoas pra te ajudar na hora de contratar, demitir, montar salário, essas decisões difíceis que tiram o sono, Consultor de Modelo de Negócios e por aí vai….. Essa biblioteca vai ficando cada vez maior.

Pensa: uma diretoria dessas trabalhando pro seu negócio sem pesar um centavo na folha no fim do mês.

E o melhor: lá dentro a gente não te entrega a ferramenta e some. A gente te ensina a usar tudo isso na prática, toda semana, com aula de negócio e de inteligência artificial pra você aplicar no seu negócio de verdade. Além de tuuudo isso, todo mês tem aula ao vivo com empreendedores f@das, como o Bernardinho e o Benchimol, e a turma toda de donos trocando ideia de verdade.

PRA FECHAR

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💪 Eu durmo, treino e me alimento muito bem. Aprendi quase tudo o que sei, lendo a FitFeed, a melhor newsletter de saúde e bem estar do Brasil. Gostei tanto que investi neles! Vale muito assinar, é de grátis ;) ! Só clicar aqui.

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SOBRE MIM

Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.

Toda segunda-feira, às 18:18, eu envio o Email do Rony. É a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.

Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobrevivendo? Pensa nisso.

Um abraço,

Até a próxima segunda-feira, às 18:18h. VQVVVVVVVVV!

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