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Ninguém te ensinou isso...

(Anteriormente: Business of Brands)
QUOTE DA SEMANA
![]() | ❝ A vida é como andar de bicicleta. Para se manter em equilíbrio é preciso se manter em movimento Albert Einstein |
Hoje em 8 minutos:
💸 Seu produto é bom. Seu negócio é que não.
🍷 O maior clube de assinaturas de vinhos do mundo é do Brasil.
🤖 Crie uma identidade visual em minutos com a inteligência artificial.
🧰 A minha escola de negócios por e-mail.
Por que o concorrente fatura o dobro que você?

Turma, essa semana eu preciso falar sobre a coisa mais importante do seu negócio e, ao mesmo tempo, a que você provavelmente nunca parou pra olhar com honestidade: o seu modelo de negócios.
E eu vou te contar uma coisa que a gente nunca contou direito sobre a Reserva, porque ela explica por que a maioria dos donos fica anos trabalhando duro sem sair do lugar.
Em 2004, quando a Reserva foi fundada, a gente achava que o jogo era fazer camiseta boa. Bermuda bonita. Produto melhor que o concorrente. E fizemos. Produto bom pra caramba. Mas o negócio patinava.
A gente botava dinheiro em propaganda quando o problema era o preço que a gente cobrava. Contratava mais vendedor quando o problema era que o cliente não via razão pra pagar mais caro. Crescia a operação quando a conta não fechava no fim do mês.
Sabe o que a gente estava fazendo? Melhorando as peças certas dentro de uma máquina que estava montada errada.
Aí em 2009, achamos que o problema era que ninguém conhecia a marca. Então gastamos uma fortuna numa campanha. Bonita. Premiada. Ganhou troféu de criatividade. Resultado em vendas? Quase zero.
E aí ficamos olhando um pro outro sem entender.
A gente nunca tinha parado pra olhar o negócio de cima. A roupa era boa, o vendedor era bom, a loja era bonita. Mas ninguém tinha perguntado: por que o cliente compra da gente e não do vizinho? Por que ele volta, ou por que ele não volta? Quanto sobra no fim do mês depois de pagar tudo?
A gente olhava cada pedaço separado, mas nunca juntou tudo numa mesa pra ver se o conjunto fazia sentido.
Quando finalmente fizemos isso, a resposta apareceu. A Reserva sempre soube com quem falava. Nunca competiu por preço. Mas só quando a gente entendeu como todas as partes do negócio se conectavam é que conseguiu crescer de verdade.
Quando sentamos pra olhar tudo junto, percebemos que o cliente não comprava a bermuda. Ele comprava como ele queria se sentir quando saía de casa. A partir daí, a gente parou de vender roupa e começou a vender um estilo de vida. A loja virou um lugar onde o cara queria ficar, não só comprar.
Não precisamos pensar em uma inovação de outro mundo. Pegamos uma coisa que a Disney e a Starbucks já faziam, vender experiência em vez de produto, e trouxemos pro mundo da moda masculina no Brasil.
E não foi só a gente. Uma pesquisa da Universidade de St. Gallen, na Suíça, estudou mais de 250 negócios que deram muito certo ao longo de 50 anos. E descobriu uma coisa forte: mais de 90% dessas empresas não inventaram nada do zero. Elas pegaram uma ideia que já funcionava em outro mercado e trouxeram pro delas.
A Netflix não ganhou do Blockbuster porque tinha filmes melhores. O Blockbuster também tinha filmes bons. A Netflix mudou duas coisas ao mesmo tempo: tirou a loja física e botou tudo na internet, e em vez de cobrar por cada filme alugado, cobrou uma mensalidade fixa.
A Amazon não domina o mundo porque tem mais produtos que todo mundo. Ela domina porque fez uma coisa que ninguém fazia: deixou outros vendedores usarem a loja dela pra vender os produtos deles.
E a grande lição dessa pesquisa é a seguinte: pra mudar de verdade o seu negócio, você precisa mexer em pelo menos duas coisas ao mesmo tempo. Mudar só uma coisa, tipo melhorar o produto, não resolve. Mudar duas ou mais cria algo que ninguém copia fácil.
E que coisas são essas? São quatro perguntas simples que todo negócio do mundo precisa responder:
Pra quem você vende? Não o cliente dos sonhos. O que de fato compra, fica e indica.
O que você entrega que o cliente não encontra em outro lugar? Se o seu cliente tivesse que explicar pra um amigo por que compra de você e não do concorrente, o que ele diria?
Como você faz o negócio funcionar no dia a dia? O que é feito por você, o que é terceirizado, o que te diferencia na operação.
E como o dinheiro entra e o que sobra no fim? De onde vem o faturamento, o que mais gasta, e quanto sobra de verdade depois de pagar tudo.
Na Reserva, quando paramos de tentar fazer a roupa melhor e começamos a repensar o negócio inteiro, tudo virou. Mudamos pra quem a gente vendia e o que a gente realmente entregava.
A Reserva saiu de uma marca de bermuda que competia por preço pra uma marca onde o cliente compra porque se sente parte de alguma coisa.
Roupa todo mundo pode fazer. Mas aquela sensação de vestir uma Reserva e saber que ela diz algo sobre quem você é, isso ninguém copia.
Essa semana, no Manual de Negócios, eu trouxe essas quatro perguntas num passo a passo, com os 12 modelos que mais funcionam pra negócio pequeno, médio e grande no Brasil e um exercício de 40 minutos que pode mudar a forma como você enxerga a sua empresa. Se fizer só o exercício, já pagou o mês.
Você não inova quando lança um produto novo. Você inova quando muda o jeito como o seu negócio ganha dinheiro.
Pensa nisso com carinho.
Um e-commerce no Espírito Santo que virou o maior clube de assinaturas de vinhos do mundo.

Rogério Salume nasceu em Itabuna, na Bahia, e foi criado em Vitória, no Espírito Santo. Aos 7 anos, fazia porta-chaves na escola e vendia pras mães dos colegas.
Com o dinheiro, comprava doce no atacado e revendia na frente de casa. Aos 20 e poucos, andava pelas ruas de Vitória com sacos de bala e doce nas mãos, batendo de porta em porta nas padarias e restaurantes da cidade pra ganhar a vida.
Ele fundou a Wine em 2008 no Espírito Santo. Era uma loja de vinhos na internet. Vendia bem, mas tinha um problema que todo dono de loja conhece: cada mês começava do zero. Acabou o mês, o placar zerava. Precisava correr atrás de cliente de novo, fazer promoção de novo, investir em propaganda de novo.
Se num mês vendia bastante, ótimo. No mês seguinte? Nenhuma garantia.
O vinho era bom. Mas o jeito como o negócio ganhava dinheiro era frágil por natureza, porque dependia de o cliente lembrar de voltar e comprar de novo.
Em 2010, Rogério mudou uma coisa: criou um clube de assinatura. A ideia era simples. O cliente escolhia um plano, pagava todo mês, e recebia vinhos selecionados em casa. Sem precisar lembrar, sem precisar escolher.
O vinho continuou sendo vinho. O que mudou foi o jeito como a empresa ganhava dinheiro. Em vez de vender garrafa por garrafa e torcer pro cliente voltar, a Wine passou a receber todo mês de cada assinante. A empresa sabia, no dia 1º, quanto ia faturar naquele mês. Isso muda tudo.
E olha o que aconteceu: hoje a Wine tem mais de 445 mil assinantes ativos. É o maior clube de assinaturas de vinhos do mundo. Faturou quase R$ 1 bilhão em 2024. E a maior parte desse faturamento vem das assinaturas e das compras que os assinantes fazem no site, não de clientes novos.
E é exatamente o que aprendemos agora. A Wine olhou pras quatro dimensões do negócio e mexeu numa delas: o jeito de cobrar. Saiu de "vendo e torço pro cliente voltar" pra "o cliente paga todo mês e eu entrego todo mês."
Uma mudança. Umazinha.
Agora pensa no seu negócio: todo dia 1º do mês, o seu placar zera? Você começa do zero? Se a resposta for sim, a pergunta que fica é: o que você poderia entregar todo mês pro seu cliente, sem ele precisar decidir comprar de novo?
Quando você estiver pronto, tem uma forma de se aprofundar mais com a gente no meu novo negócio:
Toda semana você recebe 2 manuais novos (um de negócios, um de IA), em texto e em vídeo, com alavancas prontas pra aplicar no seu negócio. Problemas que você enfrenta há anos, resolvidos em 20 minutos.
Você também garante a participação em aulas ao vivo mensais. Eu, meus sócios e convidados pra resolver problemas reais de quem tá na trincheira. Você traz o problema, a gente resolve junto. Só pra membros.
E mais: entra na Comunidade de Donos, um grupo fechado com milhares de donos que pensam como você. Troca diária, insights dos bastidores e acesso direto ao time. É o lugar onde o dono sai da solidão.
É a sua escola de negócios por e-mail. O preço vai subir em 3 dias. E quem garantir agora vai pagar 12x de R$197.
R$6,56 por dia. Menos que um cafézinho.
Ah, e um aviso rápido: Quem entrar agora ainda leva a Diretoria IA, assistentes treinados com décadas de conhecimento pra resolver os desafios do seu negócio e o MBA de 1 Mês, com aulas do João Adibe, Bernardinho, Natália Beauty, Renata Vichi e outros. Depois de sexta, não volta.
Esse email é gratuito e sempre vai ser. As três portas acima são pra quem quer ir além.
🎨 Como criar identidade visual completa da sua marca em minutos usando IA
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Passo 2: Gere o Logotipo
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Passo 3: Entre no Claude Design
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DICA DE OURO: Depois que o Claude terminar, revise a página de marketing, a página do aplicativo web e as apresentações que ele criou. Se gostar, exporte direto para desenvolvimento ou use como referência para seu designer.
O Claude Design não substitui um designer profissional para marcas complexas, mas para renovação rápida de identidade visual ou criar do zero para MVPs resolve muito bem.
Fui!
SOBRE MIM
Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.
O Email do Rony é a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.
Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobreviver? Pensa nisso.
Um abraço,

SUA VEZ
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VQVVVV!

