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Ninguém te contou isso.

Edição Especial - #CabeçaDeDono
#CABEÇADEDONO
Toda quarta, antes de falar de mercado, tendência ou estratégia, eu começo pelo que importa de verdade: a cabeça de quem constrói. Porque no fim, não é o produto que separa um negócio bom de um negócio mediano. São as perguntas que o dono faz ou deixa de fazer.
Hoje eu vou te apresentar três ferramentas que uso até hoje. Não inventei nenhuma delas. Mas aprendi a usar cada uma na prática, com dinheiro real em jogo. E vou te explicar do jeito que eu gostaria que alguém tivesse me explicado lá atrás. (Mesmo se tiver que desenhar kkkkkk)
🏔️ Maslow, a pirâmide que explica por que seu cliente compra o que compra

Em 1943, um psicólogo americano chamado Abraham Maslow teve uma sacada simples e genial.
Ele percebeu que os seres humanos têm necessidades em ordem. E que ninguém pensa em realização pessoal quando está com fome. Ninguém pensa em pertencer a um grupo quando está com medo de não ter onde dormir.
Ele organizou isso numa pirâmide. Embaixo ficam as necessidades básicas: comida, abrigo, segurança. No meio ficam as necessidades sociais: pertencimento, amor, respeito. E no topo fica a realização pessoal: ser quem você quer ser, deixar sua marca no mundo.
A lógica é simples: você só sobe um degrau depois que o de baixo está resolvido.

Agora para de pensar em psicologia e começa a pensar em negócio.
Quando a Reserva começou, a gente vendia camiseta. Necessidade básica de vestuário. Degrau de baixo da pirâmide. Qualquer concorrente podia chegar com o mesmo produto por menos.
Mas a gente percebeu uma coisa: o nosso cliente não estava comprando camiseta. Estava comprando pertencimento. Estava comprando a sensação de fazer parte de algo. Estava comprando a história que ele ia contar pro amigo quando o amigo perguntasse "onde você comprou isso?"
Isso não é degrau de baixo. Isso é degrau do meio pra cima.
E quando você entende em qual degrau o seu cliente está, de verdade, não no papel, você para de competir por preço e começa a competir por significado.
Preço qualquer um copia. Significado não.
A pergunta que você precisa responder sobre o seu negócio: o que o seu cliente está realmente comprando quando compra de você? O produto ou o que o produto representa pra ele?
Se a resposta for só o produto, você tem um problema. Porque produto vira commodity. O que não vira commodity é como o seu cliente se sente depois que compra de você.
🌸 Ikigai, a pergunta japonesa que eu gostaria de ter feito antes

Ikigai é uma palavra japonesa que não tem tradução direta. Mas o conceito é simples: é o motivo pelo qual você acorda de manhã.
Os japoneses representam isso como quatro círculos que se cruzam. E no meio do cruzamento de todos eles, ali fica o seu Ikigai.
Os quatro círculos são:
O que você ama fazer. Não o que você acha que deveria amar. O que você faz e o tempo passa sem você perceber.
O que você é bom. Não o que você acha que é bom. O que as pessoas pagam pra ver você fazer, ou pedem sua ajuda quando precisam.
O que o mundo precisa. Existe uma dor real que o que você faz resolve? Ou você está fazendo algo que é bonito mas que ninguém estava pedindo?
O que te paga. Porque querer mudar o mundo é lindo, mas conta precisa fechar.

Quando esses quatro círculos se cruzam, você encontrou o ponto. O negócio que não parece trabalho. A carreira que não drena. O propósito que sustenta.
Agora deixa eu ser honesto com você.
Quando fundei a Reserva, eu não sabia o que era Ikigai. Mas por sorte, e eu uso essa palavra de propósito, os quatro círculos estavam alinhados sem eu saber.
Eu amava moda. Era bom em criar cultura e conexão com pessoas. Existia um mercado enorme de homens que queriam se vestir bem sem precisar virar fashion victim. E dava pra construir um negócio lucrativo em cima disso.
O problema apareceu anos depois, quando o negócio cresceu e eu comecei a fazer coisas que não estavam mais dentro dos meus círculos. Coisas que precisavam ser feitas, mas que outra pessoa faria melhor do que eu.
Demorei mais do que devia pra perceber isso.
O Ikigai não é só uma ferramenta pra encontrar propósito de vida. É uma ferramenta de gestão. Porque quando um líder está operando fora dos seus círculos, fazendo o que não ama, o que não é bom, o que não faz sentido pra ele, o negócio sente. O time sente. E o resultado aparece nos números antes de aparecer na conversa.
A pergunta que você precisa responder: onde estão seus quatro círculos hoje? E o que você está fazendo que está fora deles?
💰 LTV e CAC, a conta que separa negócio saudável de negócio que está se enganando

Essa é a mais simples das três. E a mais ignorada.
Deixa eu traduzir os dois termos sem nenhum jargão.
CAC é quanto você gasta pra trazer um cliente novo. Some tudo que você investe em divulgação, em vendedor, em desconto de primeira compra, e divide pelo número de clientes novos que chegaram. Esse é o seu custo de aquisição.
LTV é quanto esse cliente gasta com você enquanto continua sendo seu cliente. Se ele compra uma vez por ano, durante três anos, gastando R$ 500 por compra, o LTV dele é R$ 1.500.

A conta é simples: o LTV precisa ser maior que o CAC. De preferência, muito maior.
Se você gasta R$ 200 pra trazer um cliente que vai gastar R$ 1.500 com você ao longo do tempo, ótimo negócio. Cada real investido retorna sete.
Se você gasta R$ 200 pra trazer um cliente que compra uma vez, gasta R$ 150 e nunca mais volta, você está pagando pra trabalhar.
Na Reserva, a gente aprendeu isso da forma mais cara possível. No começo, a gente media crescimento por número de clientes novos. Todo mês, quantos clientes novos entraram. Era o número que todo mundo comemorava.
Mas a pergunta que a gente demorou pra fazer era outra: dos clientes que entraram no ano passado, quantos voltaram?
Quando fomos olhar, a resposta foi incômoda.
Aí a conversa mudou completamente. Parou de ser "como trazer mais clientes" e virou "como fazer os clientes que já temos quererem voltar". Porque reter um cliente que já comprou de você é muito mais barato do que conquistar um novo.
E aí tudo que a gente fazia, a experiência na loja, o atendimento, a embalagem, o vendedor que lembrava o nome do cliente, passou a fazer sentido financeiro, não só emocional.
Encantar cliente não é frescura. É a conta mais inteligente que um negócio pode fazer.
A pergunta que você precisa responder: você sabe quanto custa trazer um cliente novo pro seu negócio? E quanto ele gasta com você enquanto fica? Se não sabe, essa é a primeira conta que você precisa fazer.
Sabe aquela sensação de ler algo e pensar "por que ninguém me ensinou isso antes?"
É exatamente essa sensação que quero que você tenha no dia 14/04, às 20h.
Vou abrir ao vivo, pela primeira vez, tudo que aprendi em 18 anos construindo negócios do zero. Não é palestra. Não é papo motivacional. É método. É história real. É o que funciona de verdade quando o dinheiro é seu e o risco também.
E no final, vou anunciar o que estou construindo agora.
Se o que você leu hoje te deu alguma coisa pra pensar, o que vem na aula vai te dar muito mais. É gratuito.
EXEMPLO ARRASTA
O melhor técnico do Brasil não joga bola
O melhor técnico brasileiro em atividade não é o Tite, não é o Dorival e muito menos o Filipe Luís. Ele nem é do futebol.

É do vôlei, já conquistou duas Copas do Mundo e dois ouros olímpicos, e responde pelo nome de Bernardinho. Além de excelente técnico, é um dos maiores líderes que eu conheci pessoalmente.
Um time cheio de estrelas. Sem título há sete anos.
Em 2001, Bernardinho assumiu a seleção brasileira masculina de vôlei num momento complicado. Parecia que nada funcionava. O próprio elenco era recheado de craques: Giba, Gustavo, Nalbert, Ricardinho.
Talento não faltava. O que faltava era outra coisa.
Bernardinho entregou essa outra coisa (p@rr#ada kkkk). Veio o campeonato mundial, depois uma Copa do Mundo e, em 2004, o ouro olímpico de Atenas.
O que funcionou parou de funcionar
O tempo passou. Os mesmos nomes continuaram. E a seleção parou de vencer.
Foi aí que Bernardinho precisou abrir mão do que tinha dado certo antes e criar um processo novo, baseado em três pilares: disciplina inabalável, feedback constante e responsabilidade compartilhada.
Disciplina significava treinar o que ninguém via. Feedback significava dizer a verdade, mesmo quando doía. E responsabilidade compartilhada significava que todo mundo era dono do resultado. Não tinha essa de "eu fiz a minha parte". Ou o time inteiro ganhava, ou o time inteiro perdia.
Resultado: voltaram a vencer. E o grupo de craques individuais se tornou uma máquina coletiva. Bernardinho não precisava ser amado. Ele precisava ser claro. E isso já era o suficiente.
A pergunta que mudou minha forma de liderar
Tive a honra de sentar com o Bernardinho algumas vezes. Mas teve um café, em específico, que eu lembro até hoje.
Ele me fez uma pergunta que parece simples, mas de simples não tem nada: "Rony, o seu time sabe exatamente o que você espera dele?"
Essa pergunta mexeu comigo, meus amigos.
Dali em diante eu entendi que, seja num time de atletas ou de vendedores, a responsabilidade do líder não termina quando ele fala. Ela termina quando a mensagem foi recebida, entendida e aplicada do outro lado.
Foi essa base que fez nós dois, cada um à sua maneira, construir legados. Não com discurso. Com exemplo.
Porque a palavra até convence. Mas só o exemplo arrasta.
#CABEÇADEDONO
Meu pai me mandou enfiar a planilha no c...

É isso. Sem rodeio. Essa foi a lição mais importante de empreendedorismo que eu já recebi na vida.
Ele falou: para de planejar, vai pra rua vender. Quando a venda vier, você contrata alguém pra fazer essa porcaria da planilha. Levei 20 anos pra entender o quanto ele tava certo.
Eu chamo essa fase de 0 pro 1. É a mais difícil de todas. É quando a maioria quebra. É como aquela música: era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada. Mas é exatamente essa fundação torta, incompleta, improvisada, que vai sustentar tudo que vem depois.
Em 2004, eu e o Nandão estávamos numa academia em que quatro caras usavam a mesma bermuda feia de uma marca carioca. A gente olhou um pro outro e falou: a gente consegue fazer muito melhor que isso. E diferente.
A gente foi atrás de um fornecedor em São Gonçalo. O cara pediu a arte em vetor. A gente nem sabia o que era vetor, turma. Abrimos o Word e escrevemos na perna da bermuda: Seja você mesmo, mas não sempre o mesmo, que era o nome do CD do Gabriel Pensador, que tava estourando no Brasil inteiro.
Caímos no mínimo de 300 peças. Viramos sacoleiros. Rodamos o interior de São Paulo num carro alugado vendendo pra lojistas multimarcas. Muitos compravam por pena, tenho certeza. Mas a gente vendia com amor, com raça, com tesão. Dois anos assim, até abrir a primeira loja: 33 metros quadrados em Ipanema de puro amor e adrenalina.
É exatamente nessa fase que o guru te encontra.
Ele sabe que do 0 pro 1 você tá sozinho, sobrecarregado, sem resposta, sem tempo de família, sem tempo de cuidar da saúde. Quanto mais você sofre, mais você paga pra ele. A dor do empreendedor no início é literalmente o modelo de negócio dos gurus de internet no Brasil.
E não é só pra quem abre empresa não. É pro líder que assumiu uma área que nunca cresceu. Que decidiu parar de executar o plano dos outros e construiu o seu dentro da organização. A casa sem teto é a mesma. A raça tem que ser a mesma. E o guru te encontra do mesmo jeito.
Mas eu vou te falar uma coisa: quem sabe vender, não morre de fome. O problema é que são poucos os empreendedores de verdade que se dedicaram a transformar esse aprendizado numa plataforma de educação acessível, do dono da padoca à Faria Lima. Esse vácuo foi preenchido por gente que nunca empreendeu nada na vida.
A gente vai acabar com essa farra.

Se esse conteúdo te fez refletir sobre alguma coisa, isso aqui foi o aperitivo.
Deixa eu te fazer uma pergunta.
Quantas vezes você já sentou pra assistir uma aula, um painel, uma palestra e saiu de lá com a sensação de que ouviu muito e aprendeu pouco? Que tinha muita teoria bonita e pouco do que você consegue aplicar amanhã?
Eu também senti isso. Do outro lado do palco.
Passei anos sendo convidado pra falar sobre o que a gente construiu na Reserva. E sempre saía incomodado com a mesma coisa: eu contava a história, as pessoas aplaudiam, e aí? O que elas levavam pra casa de verdade?
Foi essa incômodo que me fez parar e pensar no que realmente faria diferença.
Não era mais uma palestra ou um papo inspiracional.
Era pegar tudo que a gente aprendeu empreendendo em 18 anos, do zero ao um, do um ao dez, do dez ao cem, lucrativos em todos eles, e transformar em algo que qualquer pessoa pudesse abrir, ler e aplicar.
Do dono da padoca à Faria Lima.
Passamos os últimos meses fazendo exatamente isso.
Esse conhecimento ficou 18 anos na gaveta.
No dia 14 de abril, às 20h, eu abro pela primeira vez. Ao vivo. Na sua frente. E vou anunciar o negócio que estou construindo agora.
É ao vivo. É gratuito. E vai ser diferente de tudo o que você já viu por aí.
SOBRE MIM
Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.
O Email do Rony é a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.
Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobreviver? Pensa nisso.
Um abraço,

SUA VEZ
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