FRASE DA SEMANA

A dor é o alarme que a natureza inventou pra te tirar do lugar errado.

RECADO RÁPIDO

Faltam 3 dias!

Turma, faltam 3 dias pra uma aula ao vivo com o Augusto Lins, um dos empreendedores mais importantes do país e um dos fundadores da Stone.

Ele entrou num mercado que já tinha donos, cheio de regra e de gente grande querendo manter tudo do jeito que sempre foi, e mesmo assim construiu um jeito de vender e de gerenciar que virou referência. Se seu negócio compete contra concorrente maior, contra burocracia, ou contra "sempre foi assim", essa é a aula que mostra como se ganha espaço mesmo começando pequeno. Essa aula normalmente é só pra quem é da minha comunidade, abri pro público dessa vez, e não vai ter replay.

FALA RONY

A dor é a melhor professora que você vai ter.

Turma, a natureza é muito sábia, e o corpo humano é uma máquina praticamente perfeita. Todos nós conhecemos bem a parte ruim da dor e do sofrimento, ninguém precisa explicar pra gente como é ruim sofrer. Mas o que quase ninguém para pra pensar, e que ajuda muito quando a gente tá justamente no meio de um sofrimento, é que a dor também tem um lado bom; ela tem um papel, uma função, uma sabedoria escondida. E entender isso pode mudar completamente a forma como você atravessa os momentos difíceis da sua vida.

Deixa eu te explicar como eu enxergo isso. O sofrimento tem um papel evolutivo nas nossas vidas, e a lógica é simples quando você para pra observar. Quando a gente tá confortável, quando tá tudo bem, quando a vida tá gostosa e sem sobressaltos, dificilmente a gente muda alguma coisa. Pra que mudar, né? Tá tudo funcionando.

E é aí que mora a armadilha do conforto: eu me arrisco a dizer que ninguém que está confortável de verdade evolui ou muda de comportamento. O conforto é o berço da estagnação, é aquele lugar quentinho onde a gente se acomoda e para de crescer sem nem perceber que parou.

Pensa na diferença brutal entre uma experiência boa e uma experiência ruim, em termos de quanto cada uma te transforma. Uma experiência agradável, por mais deliciosa que seja, não te muda nem perto da intensidade com que uma experiência dolorosa te muda, e meio que isso tá escrito na nossa biologia. Quando você sente prazer, a sua biologia está te mandando uma mensagem clara: não muda nada, tá tudo ótimo, você tá indo bem, fica aqui quietinho nesse lugar bom. O prazer é conservador por natureza, ele quer que tudo permaneça exatamente como está. Já a dor, por outro lado, é desconfortável, é chata, é uma merda mesmo, não vou romantizar, mas sabe o que ela é de verdade? É a sua própria biologia gritando pra você: muda, muda, muda, porque essa situação aqui não tá funcionando, sai daí, faz diferente, se movimenta. A dor é o alarme que a natureza inventou pra te tirar do lugar errado.

A verdade, turma, é que a dor pode ser uma das maiores professoras que você vai ter na vida, se você deixar. Ninguém aprende no conforto o que aprende no aperto, não é divertido, não é fácil, não é agradável, e é exatamente por isso que a maioria das pessoas não aprende com ela. Porque a maioria, no primeiro sinal de dor, corre desesperada pra fazer a dor parar, sem parar pra escutar o que ela está tentando ensinar. E olha, eu entendo perfeitamente por que as pessoas fogem. Elas não querem sentir a dor de se perder de quem são hoje, não querem encarar a incerteza de não saber o que vem depois, não querem enfrentar o desafio de tentar virar alguém que ainda não são, uma versão nova e desconhecida de si mesmas. Isso dói pra caramba, e é uma dor de verdade, não tô desmerecendo. Mudar significa deixar morrer uma versão sua pra deixar nascer outra, e todo parto tem dor.

Como diria o bom e velho Tom Jobim, com aquela genialidade dele de dizer verdades profundas de um jeito simples e engraçado, tem coisa na vida que é boa, mas é uma merda, e tem coisa que é uma merda, mas é boa. O maestro dizia isso sobre morar no Brasil e morar fora, mas a sabedoria da frase serve pra praticamente tudo na existência. O conforto é bom, mas é uma merda, porque te acomoda e te impede de crescer. A dor é uma merda, mas é boa, porque te empurra pra frente e te transforma em alguém melhor do que você era. Os opostos convivem o tempo todo, e a maturidade está em enxergar o lado bom escondido dentro da coisa ruim.

Então fica com essa ideia, que pra mim é libertadora: a dor que você tá sentindo não é necessariamente um sinal de que algo deu errado na sua vida ou de que o crescimento não tá acontecendo, muitas vezes, inclusive, é exatamente o contrário. A dor pode ser justamente o sinal de que você tá crescendo, de que tá saindo da casca, de que tá se tornando alguém novo. Tudo depende de você e do ponto de vista que você escolhe adotar diante dela. Você pode olhar pra dor como uma punição injusta do universo, se lamentar e ficar paralisado, ou pode olhar pra ela como uma professora rígida mas generosa, que veio te ensinar exatamente aquilo que o conforto jamais te ensinaria.

Da próxima vez que a vida te apertar, que a dor bater na porta e você tiver vontade de fugir dela o mais rápido possível, respira fundo e faz uma pergunta diferente. Em vez de perguntar "por que isso tá acontecendo comigo", pergunta "o que essa dor tá tentando me ensinar, e pra onde ela tá tentando me empurrar". Porque a mesma dor que quebra uma pessoa é a que constrói outra. A diferença nunca está na dor em si, está no que você escolhe fazer com ela.

Pensa nisso com carinho.

Fui!

RAIO-X DE NEGÓCIO

Dois amigos criaram a hamburgueria mais ‘‘descolada’’ dos Estados Unidos.

Essa história prova uma coisa que vai contra tudo que te ensinaram sobre negócio: às vezes, mostrar a sua fraqueza é a jogada mais forte que existe.

Os personagens são o Josh Kim e o Sam Hong, dois amigos que cresceram em famílias de imigrantes coreanos em Los Angeles. O Josh tinha construído uma carreira sólida em tecnologia, trabalhou em empresas grandes e conhecidas do Vale do Silício, com salário bom, pais orgulhosos e aquele caminho seguro e previsível que todo filho é criado pra seguir. E foi justamente esse caminho seguro que, em 2022, os dois resolveram largar pra fazer uma das coisas mais arriscadas que existem: vender hambúrguer.

E olha o tamanho da loucura: nenhum dos dois tinha qualquer formação em gastronomia, eram só bons cozinheiros de casa. Começaram com cerca de 5 mil dólares em duas grelhas portáteis e uma barraca de feira, montando um ponto móvel de hambúrguer que aparecia em cafeterias e eventos pela cidade. Era tudo no susto, no improviso, com dois caras de emprego formal em tecnologia virando a madrugada pra picar cebola e testar receita.

Um amigo, tirando sarro do jeito emotivo e inseguro dos dois, sugeriu de brincadeira o nome "Softies", que em inglês quer dizer algo como "os molengas", "os frouxos", "os sensíveis demais". Qualquer consultor de marca do mundo diria na hora que era uma péssima ideia, que ninguém batiza um negócio com uma palavra que soa como fraqueza. Mas os dois amaram, e fizeram uma coisa genial: transformaram a própria vulnerabilidade na alma da marca.

Em vez de fingir que já tinham chegado lá, que estava tudo sob controle, que eram craques experientes, eles fizeram exatamente o contrário. Começaram a filmar no celular e postar toda a realidade nua e crua de abrir um negócio, mostravam a tensão de assinar contrato sem saber se ia dar certo, abriam as contas na frente de todo mundo, o pouco que entrava e o muito que saía; mostravam os erros, os medos, as tentativas que davam errado, o nervosismo antes de cada evento. Absolutamente tudo, sem filtro.

E isso, meus amigos, é uma coisa que quase ninguém tem coragem de fazer na internet, porque todo mundo quer parecer que já venceu, que já chegou, que tá tudo lindo. Eles fizeram o oposto, e as pessoas simplesmente não conseguiram desgrudar, porque era de verdade, era real, era humano.

O resultado foi uma bola de neve linda. A conta juntou dezenas de milhares de seguidores que acompanhavam a novela real daqueles dois lutando pra construir o sonho. E quando chegou a hora de abrir a primeira loja de rua, os próprios fãs colocaram a mão no bolso e financiaram parte do sonho, num "vaquinha" pela internet que juntou mais de 18 mil dólares pra bancar equipamento, móvel e o resto do que precisava.

Repara na loucura disso: as pessoas não só assistiram a história, elas pagaram pra que a história continuasse.

Hoje a Softies deixou de ser barraca de feira e virou um restaurante de verdade, num ponto disputado dentro do complexo da Universidade do Sul da Califórnia, com fila na porta, crítica elogiando, e uma legião de gente que se sente parte daquilo.

O instinto de quase todo dono é querer parecer maior do que é, esconder o processo, disfarçar a dificuldade, mostrar só a fotinha bonita do sucesso. Só que ninguém se conecta com perfeição, meus caros. As pessoas se conectam com verdade.

Quando você mostra uma jornada real, com os perrengues, os medos e os tombos, você para de ser uma empresa distante e vira uma história que a pessoa quer acompanhar. E tem uma coisa que eu aprendi na pele construindo a Reserva: quando você mostra a luta de verdade, as pessoas torcem por você. E quem torce, compra. E melhor, quem torce defende, indica, volta e traz os amigos, porque agora não é mais só um cliente, é alguém que faz parte da sua história.

Josh e o Sam não venderam hambúrguer perfeito, venderam o processo de errar, ajustar e tentar de novo, e foi isso que fez todo mundo torcer por eles. É a mesma lógica que o Augusto Lins vai abrir comigo essa quinta, dia 30, contando ao vivo e sem filtro como foi vender e gerenciar de verdade, com os erros e tudo, até a Stone virar gigante. É grátis, é ao vivo, e não vai ter replay depois.

TRUQUES DE IA

🎬 Como ensinar o Claude a fazer suas tarefas repetitivas só mostrando uma vez

Você tem aquela tarefa chata que faz toda semana, baixar arquivo, renomear, jogar numa pasta, subir em outro lugar e sabe que é repetitivo demais, mas nunca teve tempo (ou conhecimento) pra automatizar?

O Claude tem um recurso chamado "Gravar uma Habilidade" (Record a Skill) que resolve isso de um jeito genial: você GRAVA você mesmo fazendo a tarefa uma vez, o Claude assiste, entende o que você fez e aprende a repetir sozinho depois. É tipo mostrar pra um estagiário como se faz, só que ele nunca esquece.

🤖 Como começar a usar:

Passo 1: Confirme o que Você Precisa

→ Você vai precisar de uma assinatura paga do Claude (plano Pro, Max ou Team).

→ Precisa do Claude instalado (com acesso ao Cowork.)

→ Na primeira vez, vai pedir permissão pro Claude "gravar a tela" e "controlar o computador", é normal, precisa autorizar pra funcionar.

Passo 2: Escolha uma Tarefa Simples pra Começar

→ Pense numa tarefa que você já faz e que envolve arquivos, pastas ou programas do computador.

→ Comece por algo simples e sem risco (nada de apagar coisas importantes ou mexer com dinheiro).

→ Exemplo: "toda segunda pego os relatórios da pasta A, renomeio com a data e movo pra pasta B."

Passo 3: Grave Você Fazendo a Tarefa

→ Ative o "Gravar uma Habilidade" e faça a tarefa normalmente, do começo ao fim.

Não precisa fazer perfeito nem do jeito mais esperto. O Claude é inteligente o suficiente pra entender a intenção, mesmo que você erre ou faça um caminho mais longo.

→ Só mostre o resultado final que você quer alcançar.

Passo 4: Deixe o Claude Montar a Habilidade

→ Depois da gravação, o Claude analisa o que você fez e sugere a melhor forma de automatizar aquilo.

→ Ele transforma os passos úteis em instruções que você pode revisar, ajustar e salvar.

→ Leia o que ele montou, corrija se precisar, e salve a habilidade.

Quando a habilidade estiver funcionando direitinho, coloque ela pra rodar automaticamente toda semana no Claude Cowork. Use um pedido assim:

"Usa a minha habilidade [NOME] toda [segunda-feira/frequência] pra processar [o quê]. Salva o resultado em [onde]. Me pergunta antes de [qualquer coisa arriscada ou que não dá pra desfazer]."

Comece com tarefas de baixo risco e acompanhe as primeiras execuções antes de deixar rodar 100% sozinho.

POR DENTRO DA MINHA COMUNIDADE

Vai perder essa aula?

Lá dentro da minha comunidade a gente tem uma aula por semana, sempre com gente que já fez, porque a melhor forma de aprender continua sendo essa: escutar quem já fez explicando como fez. Num país difícil desse jeito, pegar os insights de alguém que deu certo vale mais que qualquer teoria bonita.

A dessa semana é com o Augusto Lins, e eu não vou economizar elogio: é um dos empreendedores mais importantes desse país. Ele foi um dos fundadores da Stone e ficou anos como presidente da empresa, pegando o negócio sem cliente nenhum, competindo contra concorrente grande e contra regra dura de mercado regulado, e construindo uma das maiores empresas de meios de pagamento do Brasil, que hoje já se chama de Banco de Quem Empreende.

O que trava a maioria dos negócios é a venda que só acontece quando o dono liga pessoalmente, o time que não anda sozinho, a operação que não escala porque depende de uma pessoa só. O Augusto vai contar como resolveu isso na prática, desde quando a Stone ainda cabia numa sala, até virar o tamanho que é hoje.

Não importa seu segmento ou modelo de negócio. Os princípios por trás de qualquer crescimento são os mesmos:

Como a Stone saiu do 0 e conquistou seus primeiros clientes, validando o negócio
Como foi do 1 pro 10, escalando o produto e as vendas sem perder qualidade
Os principais motores de crescimento que usou
Principais aprendizados e insights para donos de negócios

Faltam 3 dias! É quinta-feira (30), às 19h, ao vivo. Vagas limitadas, sem replay.

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SOBRE MIM

Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.

Toda segunda-feira, às 18:18, eu envio o Email do Rony. É a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.

Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobrevivendo? Pensa nisso.

Um abraço,

Até a próxima segunda-feira, às 18:18h. VQVVVVVVVVV!

SUA VEZ

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