Isso aqui vai irritar muita gente

(Anteriormente: Business of Brands)

Antes de começar a edição de hoje, preciso te contar uma coisa.

Você já tomou uma decisão difícil na sua vida sem ter ninguém do lado que te entendesse de verdade?

Eu também. Muitas vezes. Decisões que quase me destruíram em 18 anos construindo a Reserva. Decisões que eu tomei na base do instinto porque não tinha ninguém que tivesse passado pelo mesmo e pudesse me dizer "vai" ou "para." Aprendi na marra.

E fui acumulando uma certeza: o que o dono brasileiro precisa não existe ainda.

Então resolvi construir.

E eu vou te dizer uma coisa: eu construí pensando exatamente em quem está do outro lado dessa tela. Em quem acorda cedo, em quem decide sozinho, em quem tem dor de cabeça todo dia pensando sobre o hoje e o amanhã.

No dia 14 de abril, às 20h eu revelo esse negócio ao vivo. Já é semana que vem.

Não vou contar o que é aqui ainda não kkkkk Mas te peço uma coisa: se você é dono, se você lidera, se você constrói algo todo dia e sente que falta alguma coisa do lado, se inscreveee.

Você vai entender por que quando chegar lá. E faltam poucos dias.

Se inscreve agora. É de graça.

QUOTE DA SEMANA

Não tenha medo de perder pessoas. Tenha medo de abrir mão de quem você é pra mantê-las por perto.

EDIÇÃO DO DIA

Hoje em 8 minutos:

🐢 Você precisa ser a tartaruga, não a lebre.

👟 O tênis que salvou a Adidas de uma crise.

🤖 Crie um podcast profissional usando a inteligência artificial.

📰 Movimentos de mercado que você não pode ignorar essa semana.

🧰 Ferramentas de donos: conhecimento prático pra você usar no seu negócio.

FALA RONY!

O homem mais rápido do mundo era a tartaruga.

Ano de 1991. Tóquio. Campeonato Mundial de Atletismo. Carl Lewis está na linha de largada. Nove medalhas de ouro olímpicas no currículo. O homem que redefiniu o que é possível dentro de uma pista de 100 metros.

O tiro soa. Os oito atletas explodem.

Nos primeiros 40 metros, Carl Lewis está em último lugar. Sempre. Em toda corrida da carreira dele, ele estava em último ou penúltimo nos primeiros 40 metros. E o que os pesquisadores perceberam ao analisar cada corrida, cada frame de cada vídeo, foi algo que contraria tudo que a gente aprende sobre esforço, dedicação e "dar o máximo".

Carl Lewis não estava correndo mais rápido nos 50, 60 metros. Ele estava correndo igual. A respiração, a postura, a passada, tudo idêntico ao que era nos 25 metros. Enquanto isso, os outros oito competidores começavam a forçar. Tentavam apertar mais. Dar aquele gás extra que a situação "pedia". E aí o corpo inteiro, por consequência, desacelerava. Porque gastava mais energia pra produzir menos resultado.

Carl Lewis passava por todos eles como se estivesse flutuando. Ganhava por 10 metros de vantagem.

Foi daí que nasceu a Regra dos 85%.

Se você pede pra um atleta de alto rendimento correr a 85% da capacidade, ele corre mais rápido do que se você pedir pra ele correr a 100%.

Quando você força demais, o sistema nervoso entra em modo de proteção e a musculatura perde fluidez. O esforço excessivo gera tensão. Tensão gera resistência. E resistência gera lentidão.

Os japoneses têm um nome pra isso: Mushin. A mente sem mente. Agir sem o peso da intenção forçada.

Você está igual aos competidores do Carl

Eu chamo de o erro que a maioria dos empreendedores comete todo dia sem saber.

Pensa comigo: você já viu aquele empresário que abriu a segunda loja antes de a primeira dar lucro? Que contratou dez funcionários num mês porque "o negócio estava crescendo"? Que lançou três produtos novos ao mesmo tempo porque tinha medo de ficar pra trás? Que assinou um aluguel de ponto comercial caro porque o endereço era bom demais pra deixar passar?

Dois anos depois, a primeira loja fechou. As outras nunca abriram de verdade. E ele ficou com dívida, equipe desmotivada e a sensação de que trabalhou mais do que nunca pra chegar a lugar nenhum.

Suave é rápido. Eu aprendi isso na pele.

Construí a Reserva ao longo de 18 anos. Dezoito anos, meus amigos. Num mercado de moda masculina, que todo mundo chama de chato, de sem margem. A gente não tinha os maiores orçamentos de marketing. Não tinha a loja mais bonita de início. Não tinha os melhores fornecedores no começo. O que a gente tinha era clareza de para onde ia, e a consciência de que construção sólida não tem atalho, mas tem ritmo. E o nosso ritmo era acordado. Era os 85%.

Quando vendi a empresa e entrei como executivo na companhia que a comprou, aprendi o outro lado na marra. Minha agenda foi invadida. Reunião sobre reunião. Aprovação sobre aprovação. Burocracia empilhada em cima de burocracia. Passei a operar a 140%. 

Os números eram fantásticos, isso é público. Mas o custo interno era absurdo. Eu sabia que aquilo não era sustentável. Não pra mim. Não pro negócio. Não pra ninguém que se importa de verdade com o que constrói.

Eu decidi sair. Minto. Fugir daquele ambiente. E voltei a construir no meu ritmo.

O empreendedor que vai longe não é o mais acelerado. É o mais consistente.

Porque quando você força o processo, você queima etapas que só o tempo permite consolidar. Você aprende a técnica sem internalizar o fundamento. Você contrata rápido sem criar cultura. Você cresce a receita sem construir a margem.

E aí chega um dia em que a estrutura que você construiu correndo cede, porque ela não foi construída. Foi empilhada.

Mais devagar e sempre te leva muito mais longe do que mais rápido e com vida curta.

A vida é trem bala. Mas pra viver bem ela, você precisa ser a tartaruga, não a lebre. A tartaruga não é lenta. A tartaruga é suave. E suave, rapaziada, é o que vence no longo prazo.

Falei tudo isso porque daqui a 8 dias eu abro sobre o meu próximo negócio.

Uma escola de negócios. Mas não o que você tá imaginando.

Quando a Reserva entrou no mercado de moda masculina em 1999, o mercado todo disse que não havia espaço. Que o segmento era dominado por gigantes. Que moda masculina no Brasil era arroz com feijão;

O que eu quero fazer com esse negócio é exatamente isso. Entrar num mercado dominado por promessas de pessoas que nunca arriscaram e construir algo que seja, de verdade, diferente.

É pra quem tem um negócio funcionando e quer saber por que ele não cresce mais. É pra quem está começando do zero e não quer cometer os erros que todo mundo comete.

Não importa se você toca uma operação na Faria Lima ou uma padaria no interior. Você vai entender o que eu quero dizer quando ver.

Faltam 8 dias.

Pensa bem nisso. Amo vocês, Fui!

RAIO-X DE NEGÓCIO

O tênis que salvou a Adidas de uma crise histórica.

Você conhece o Adidas Samba, né? Claro que conhece. Mas aposto que você não sabe que esse pedacinho de borracha e lona foi o bote salva-vidas que tirou a Adidas de uma das maiores crises da história da marca.

Deixa eu te contar.

Tudo começou em 1950, quando a seleção alemã de futebol pediu a Adolf Dassler, o fundador da Adidas, uma chuteira que não escorregasse no gelo do inverno europeu. Adolf pegou tudo quanto é material disponível e criou uma sola tão boa que os atletas brincavam dizendo que conseguiam sambar em campo. Daí veio o nome. Essa você não sabia, né?

Com o tempo, o design foi sendo reformulado com base na cultura e no uso real do produto. Nos anos 90, os skatistas adotaram o tênis, e essa nova versão chegou nos pés de celebridades da cultura pop.

Só que o tempo passou e o Samba foi caindo no esquecimento. Nesse mesmo período, a Adidas vivia um momento turbulentíssimo por conta da concorrência acirrada com a Nike, da mudança no comportamento do consumidor e do crescimento de marcas independentes que deixaram o mercado mais competitivo do que nunca.

Até que nos últimos anos, a Geração Z foi pro TikTok e resgatou de uma vez o estilo de futebol dos anos 80, camiseta de clube, calça larga e Samba nos pés. E esse look começou a aparecer aos milhões nos feeds do mundo inteiro, filmado em quarto de adolescente em Londres, em metrô de Nova York, em calçada de São Paulo. A cultura escolheu o tênis antes da Adidas perceber que tinha um tesouro parado no estoque.

E é aí que o Samba volta com tudo. Não por campanha. Não por anúncio. Aquele tênis começou a aparecer silenciosamente nos pés de quem manda na cultura: editores de moda, músicos, aquele perfil do Instagram com oito mil seguidores mas que todo mundo no mercado acompanha porque sabe que o que ele usa hoje vai estar nas lojas daqui seis meses.

A demanda pelo Samba cresceu quase 500% em buscas globais entre 2022 e 2023, disparado acima do Nike Dunk, que era o tênis mais procurado do planeta.

A sacada da Adidas foi então expandir a cartela de opções para o Samba, com estampas em diversas cores. O hype era do TikTok às passarelas de Milão.

O modelo das Três Bolhas.

O que a Adidas fez tem um nome. E o engraçado de tudo isso? A Adidas não planejou nada disso não, meu caro. Ela tropeçou na própria genialidade.

Funciona assim: Toda marca começa numa bolha pequena. Um grupo específico de pessoas que adota o produto primeiro. No caso do Samba, essa bolha foi o futebol. Depois, a marca deliberadamente se move para uma segunda bolha, uma subcultura diferente, com valores e linguagem próprias. O Samba foi pros skatistas.

Quando a segunda bolha valida o produto, ele ganha credibilidade suficiente para explodir na terceira bolha, a cultura pop de massa. E foi exatamente o que aconteceu.

A sacada é que cada bolha nova não abandona a anterior, ela empilha. O tênis continuou sendo o mesmo, mas acumulou camadas de significado ao longo do tempo. Futebol + cultura urbana + moda = um produto que todo mundo acha que foi feito especialmente pra ele.

A grande lição, meus amigos: ter um bom produto não garante sucesso eterno. Produto e marca precisam se antecipar à cultura, porque o cliente sempre muda com o tempo. E se você esperar o cliente mudar pra só então reagir, você fica no meio do caminho enquanto o concorrente já está na bolha seguinte.

Pergunta que vale guardar pra hoje: na sua bolha atual, quem seria a próxima comunidade que poderia adotar o que você vende - e o que você precisaria mudar no produto, na comunicação ou nas parcerias pra chegar lá?

A maioria das pessoas só entende um movimento quando ele já aconteceu.

No dia 14, às 20h, eu vou abrir ao vivo o jeito de pensar que me ajudou a construir negócios de verdade e, no fim, anunciar o próximo negócio que eu estou colocando de pé.

Se esse insight já valeu o seu tempo, eu vou te entregar vários outros que você consegue aplicar na mesma semana.

Faltam só 8 dias. É de graça. Clica no botão abaixo.

Fui!

TRUQUES DE IA

🎙️ Como criar um podcast profissional usando a inteligência artificial do Claude

Você quer ter um podcast para construir autoridade no seu mercado, mas não tem tempo para fazer pesquisa de mercado, escrever roteiros, editar episódios e organizar tudo?

O Claude agora faz isso para você, desde pesquisar o mercado de podcasts até processar temporadas inteiras e organizar tudo automaticamente.

🤖 Como começar a usar:

Passo 1: Pesquise o Mercado

→ Antes de gravar qualquer coisa, peça para o Claude: "Pesquisa quantos podcasts já existem sobre [seu tema], quais são os maiores, o que está faltando, onde tem espaço para eu entrar."

→ Em minutos você tem um mapa completo do território, sem passar horas no Google.

Passo 2: Teste Sua Ideia

→ Converse com o Claude sobre o conceito do seu podcast.

→ Peça: "Pressiona essa ideia, aponta pontos fracos, antecipa problemas. Qual o diferencial real? Quem é o público? O tema sustenta temporadas inteiras?"

→ Melhor descobrir isso antes do lançamento do que depois.

Passo 3: Organize Tudo em Um Projeto

→ Crie um projeto no Claude com todos os materiais: roteiros, pesquisas, perguntas de entrevista, referências, notas de episódio.

→ Tudo centralizado, organizado por tema. Nada de arquivo perdido ou ideia que sumiu.

Passo 4: Processe Temporada Inteira de Uma Vez

→ Suba transcrições de vários episódios de uma vez.

→ Peça para o Claude transformar tudo em notas de programa, timestamps, capítulos e resumos.

→ O que levaria dias de edição vira poucas horas.

Passo 5: Mantenha Operação Rodando

→ Quando confirmar convidado novo, peça para o Claude atualizar calendário de conteúdo, organizar datas de gravação e publicação.

→ Você foca no que importa: criar conteúdo bom e construir audiência.

DICA DE OURO: Podcast é uma das ferramentas mais poderosas para criar proximidade com audiência. E agora, com IA, a barreira para começar nunca foi tão baixa. Não se esqueça: o importante também é a distribuição.

Todos os dias surge uma ferramenta nova de IA que pode mudar completamente como você trabalha.

Enquanto você lê isso, alguém está usando IA para fazer em 10 minutos o que você demora 3 horas.

Dia 14/04 às 20h vou mostrar ao vivo os truques de IA que eu estou acompanhando todos os dias e como vou aplicar essas automações no meu próximo negócio.

Faltam 8 dias, meus amigos!

Fui!

FERRAMENTAS DE DONO

O cara pegou um restaurante mediano de Nova York e transformou no melhor restaurante do mundo. E não foi a comida que fez isso. Foi a obsessão com o cliente.

A sacada do Guidara é simples e perturbadora ao mesmo tempo: enquanto todo mundo investe em produto, os melhores do mundo investem em como as pessoas se sentem. Ele chama isso de hospitalidade irracional; fazer pelo cliente o que ninguém esperaria que você fizesse, sem calcular o retorno disso.

Vale cada página.

Galera, isso aqui é bizarro, agora eu tenho a honra de anunciar oficialmente pra vocês que… eu tenho um segundo cérebro.

Eu cansei de perder ideia boa. Salvava vídeo no Instagram, printava artigo, anotava em caderno e nunca achava nada quando precisava.

Aí eu montei um sistema que mudou isso. O Obsidian é um app de notas que funciona como um cérebro de verdade: as ideias se conectam entre si, formam redes, criam mapas. Mas sozinho ele exige trabalho manual demais.

E mais: Eu conecto o Claude, uma inteligência artificial fodástica. Ela lê qualquer página da internet que você mandar, extrai o que importa e salva direto no seu Obsidian, já organizado, já conectado com o que você já tem.

Você configura uma vez. Depois nunca mais perde uma ideia importante.

Fui!

Ei, você ficou comigo até o final. Obrigado de verdade, meu amigo.

Você já sabe que eu não enrolo. Segunda, dia 14, às 20h, além de abrir o Manual de Negócios que usei pra construir a Reserva do zero, eu vou anunciar ao vivo meu próximo negócio, algo que ainda não existe no Brasil.

Não é pra todo mundo. É pra você.

De graça. Ao vivo.

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SOBRE MIM

Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.

O Email do Rony é a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.

Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobreviver? Pensa nisso.

Um abraço,

SUA VEZ

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