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Eu senti sua falta.

Toda segunda, às 18:18
Fala, turma.
Se você abriu os últimos e-mails e sentiu que o negócio tava diferente, você não tava errado. Tava diferente mesmo.
Durante o último mês, eu usei esse espaço aqui pra divulgar o Manual de Donos, a minha escola de negócios. Eram inscrições, prazos, chamadas pra aula. Tudo legítimo, tudo de coração, porque o papai aqui também precisa ser vendedor às vezes, né? Kkkkkkkkk
Você assinou pra receber história. Sacada. Case. Provocação. Aquele conteúdo que te faz parar no meio do dia e pensar diferente sobre o seu negócio e sobre a sua vida.
Então fica o aviso: voltamos ao normal.
A partir de hoje, esse e-mail volta a ser o que sempre foi, eu te contando o que aprendi, o que vi, o que errei, o que deu certo e o que você pode aplicar amanhã. De igual pra igual, como a gente sempre fez.
Pra quem entrou no Manual de Donos nesse período: você já sabe que o que eu entrego aqui é só a ponta do iceberg. Lá dentro a gente vai muito mais fundo.
E pra quem ficou firme: obrigado pela paciência. Esse e-mail aqui é a porta de entrada, mas saiba que o Manual de Donos tá sempre aberto pra quem quiser ir além.
Toda segunda, às 18:18, estarei te esperando aqui.
QUOTE DA SEMANA
![]() | ❝ Encontrar sua paixão não é só sobre carreira e dinheiro. É sobre lembrar quem você era antes de começar a viver a vida que os outros esperavam de você. Kristin Hannah |
Hoje em 8 minutos:
👤 Você não escuta quem deveria.
⚽ Essa empresa fatura bilhões vendendo papel de centavos.
🤖 Crie apresentações com a inteligência artificial em 5 minutos.
🧰 Ferramentas de donos: conhecimento prático pra você usar no seu negócio.
Você não escuta quem deveria.

Turma, eu preciso te contar a história de como a arrogância de um grupo de executivos fez com que uma tragédia passasse na televisão. E de como um cientista maluco, com um copo de água gelada e um grampo, provou pra todo mundo o que tinha acontecido. Essa história mudou pra sempre a forma como eu penso sobre liderar gente.
Em 1986, os Estados Unidos lançaram um ônibus espacial chamado Challenger. Pensa num foguete gigante, cheio de astronauta, saindo da Terra ao vivo na TV pra milhões de americanos assistindo. 73 segundos depois de decolar, explodiu. Sete astronautas morreram na frente do país inteiro.
O presidente na época era o Reagan. Ele fez o que qualquer presidente faria: montou um grupo de gente importante pra descobrir o que deu errado. Generais, políticos, engenheiros de terno. E no meio de todo esse povo sério, colocaram um cara que não tinha nada a ver com aquele mundo: Richard Feynman. Um físico de 67 anos que tinha ganhado o Nobel. Gênio absoluto. Mas o tipo de gênio que não se levava a sério, o cara tocava bongô nas horas vagas e adorava contar piada.
Todo mundo da comissão ficou sentado numa sala ouvindo apresentação complicada. O Feynman fez diferente. Levantou da cadeira, saiu da sala e foi conversar com quem de fato construía o foguete.
Foi falar com os engenheiros de chão de fábrica. Os caras que botavam a mão na massa, que montavam as peças, que apertavam os parafusos. Fez perguntas simples. De que é feito o anel de borracha que veda o foguete? Como vocês calcularam a chance de dar problema antes de lançar?
E aí ele descobriu uma coisa que me arrepia até hoje.
A diretoria da NASA dizia que a chance de explodir era de 1 em 100 mil. Tipo: pode lançar tranquilo, não acontece nada. Já os engenheiros, os caras que de fato montavam o foguete com as próprias mãos, falavam que o risco era de 1 em 200.
Lê de novo. De 1 em 100 mil pra 1 em 200. É um abismo de diferença.
Quando o Feynman perguntou pra diretoria de onde tinham tirado aquele número, descobriu que inventaram. Tiraram do nada. Pura vaidade. Pura arrogância. "Somos a NASA, não vai dar errado." E por causa dessa arrogância, os testes de segurança foram menores do que deveriam. O anel de borracha não foi testado direito pro frio. E sete pessoas morreram.
Numa audiência ao vivo na TV, Feynman pegou um pedaço daquela borracha, jogou num copo de água gelada, apertou com um grampo e mostrou pra câmera: a borracha não voltava ao formato normal quando estava fria. Ou seja, no dia do lançamento, com a temperatura lá embaixo, aquele anel não ia funcionar. E não funcionou.
Um copo de água gelada e um grampo. Foi isso que desmascarou a maior agência espacial do mundo. Um cara curioso que fez perguntas simples pras pessoas certas.
E agora eu te pergunto: quantas empresas você conhece que funcionam igualzinho a NASA naquele dia?
A diretoria lá em cima, cercada de relatório bonito e gente que fala o que o chefe quer ouvir. E lá embaixo, o vendedor, o estoquista, o atendimento, sabendo exatamente o que tá errado, mas sem coragem de abrir a boca. Porque a última vez que alguém discordou do chefe, tomou uma bronca. Ou foi ignorado. Ou foi demitido.
O acidente da Challenger não foi um problema de tecnologia. Foi um problema de gente.
Tem dois estudos que comprovam isso com números. Em 2018, duas pesquisadoras, Tenelle Porter e Karina Schumann, publicaram um estudo mostrando que gente que admite que pode estar errada toma decisões melhores a longo prazo. Parece óbvio, né? Mas pensa em quantos chefes você conhece que admitem que estão errados. Poucos. Muito poucos.
E em 2013, o pesquisador Bradley Owens provou que time liderado por líder humilde inova mais e aprende mais rápido. O motivo é simples e bonito: quando o chefe admite que não sabe, o time sente que pode falar a verdade sem medo. Quando o chefe finge que sabe tudo, o time finge que tá tudo bem. E aí o Challenger explode.
Eu vivi essa parada na pele, turma.
Com muita humildade construímos uma das culturas corporativas mais reconhecidas do país por sua humildade e empatia. Vendi a companhia pra uma empresa com cultura diferente, comando e controle, medo do erro, e na qual os líderes não gostavam de ouvir quem discordava deles. Se cercaram só de gente que falava o que eles queriam ouvir. Eu e meus sócios deixamos a companhia também por isso. E o tempo tá cobrando um preço alto por essa postura.
Há alguns anos, numa conversa com o saudoso Abílio Diniz, ouvi uma das frases mais geniais que um líder já me disse:
"Quer ser bom líder? Na estrutura da empresa, desça aprendendo e suba fazendo."
Essa conversa mudou a forma como eu lidero até hoje e é uma das aulas mais pedidas do Manual de Donos, a minha nova escola de negócios por e-mail.
Desça aprendendo: esquece o relatório bonito e vai falar com o estoquista, com o vendedor, com o atendimento. Faz perguntas de verdade. Admite que não sabe o que precisa saber. Aprende com quem faz.
E depois suba fazendo: em vez de entrar na reunião da diretoria com PowerPoint de consultoria que vende o mesmo relatório pra todo mundo, entra com as mãos sujas da mesma graxa de quem opera a empresa. Com a percepção real dos fatos. Não com a versão que cada camada foi polindo e filtrando pra te entregar bonitinha.
E agora, pra você não cair na armadilha da arrogância no seu negócio, três coisas pra fazer essa semana:
A primeira: pula a apresentação bonita e vai falar com quem faz o trabalho de verdade. Com o vendedor, com o operacional, com quem atende o cliente. Pergunta o que tá funcionando e o que não tá. E escuta.
A segunda: quando alguém não consegue te explicar um risco de um jeito tão simples que uma criança entenderia, desconfia. Vai ver pessoalmente. O que mais tem nas empresas é gente que fala bonito e não entrega nada.
Terceira, e essa é a mais difícil: seja você o primeiro a dizer "não sei" na reunião. Quando o dono admite que não sabe, o time inteiro se sente à vontade pra fazer o mesmo. Quando o dono finge que sabe tudo, o time fica com medo de parecer burro. E ninguém fala nada. E os problemas crescem no escuro.
A diretoria da NASA não matou sete pessoas porque era burra. Matou porque era arrogante demais pra escutar quem sabia.
Pensa nisso com carinho.
Fui!
⚽ Essa empresa fatura bilhões vendendo papel de centavos.

Faz 10 dias que o álbum de figurinhas da Copa de 2026 chegou às bancas. Você provavelmente já viu gente trocando figurinha na empresa, no bar, na fila do banco. Adulto, criança, CEO, estagiário, todo mundo com o mesmo álbum na mão.
São 980 figurinhas pra colar. O pacotinho custa 7 reais e vem com 7 cromos. Segundo matemáticos, é mais fácil ganhar na Mega Sena do que completar esse álbum sem pegar repetida. Só na fábrica de Barueri, em São Paulo, estão saindo 11 milhões de figurinhas por dia. Por dia, meus amigos.
Em 1990, na Módena, norte da Itália. Dois irmãos, Giuseppe e Benito Panini, trabalhavam numa banca de jornal da família. Um belo dia, toparam com um lote encalhado de figurinhas de futebol que uma editora de Milão não tinha conseguido vender. Ninguém queria aquilo. Os dois compraram tudo, empacotaram de dois em dois e venderam a 10 liras o pacotinho.
Venderam 3 milhões de pacotes.
Em 1961, Giuseppe fundou a Panini e imprimiu o primeiro álbum de figurinhas próprio. Naquele ano, venderam 15 milhões de pacotes. No ano seguinte, 29 milhões. Os outros dois irmãos, Franco e Umberto, entraram logo depois.
Todo mundo achava que era modinha de criança. Que ia passar.
Em 1970, a Panini lançou o primeiro álbum oficial da Copa do Mundo, no México. E aí o negócio virou outra coisa. Porque Copa do Mundo é o evento mais emocional do planeta, e a figurinha se grudou nessa emoção como se tivesse sido inventada pra isso.
Desde então, não tem uma Copa sem Panini. São 56 anos consecutivos. E essa edição de 2026 é a maior da história, com 48 seleções.
Mas aqui tá a grande lição que ninguém te conta sobre esse negócio.
A figurinha nunca foi o produto.
Pensa comigo. Você comprava o pacotinho, abria animado, e o que sentia quando vinha repetida? Raiva. Frustração. Vontade de jogar tudo fora. E o que fazia logo em seguida? Comprava mais um pacote.
Os irmãos Panini não vendiam figurinhas. Eles vendiam os espaços em branco do álbum. Cada quadradinho vazio era uma dor que só eles podiam resolver e eles controlavam isso com precisão cirúrgica. Sabiam exatamente qual jogador seria raro. Sabiam quantas repetidas colocar em cada lote. Sabiam que o álbum incompleto é mais poderoso do que o álbum completo.
Porque álbum completo é o fim do jogo. Álbum incompleto É o jogo.
Um matemático da Universidade de Cardiff calculou que, pra completar o álbum da Copa de 2018, você precisaria comprar em média 4.832 figurinhas. Custava quase 800 libras. Na Copa do Catar em 2022, o custo passou de 1.000 euros.
No Brasil, o preço do pacotinho foi de 60 centavos em 2006 pra 7 reais agora em 2026. Uma inflação de mais de 1.000% em 20 anos. E mesmo assim, todo mundo compra.
Olha só o tamanho dessa sacada. Numa época em que marketing era panfleto e boca a boca, quatro irmãos italianos numa cidade de 180 mil habitantes descobriram o que as maiores empresas do mundo todo tentam replicar até hoje: vender o vazio, não o preenchimento.
A Netflix faz isso, vende o episódio que você ainda não assistiu. A academia faz isso, vende o corpo que você ainda não tem. Na Reserva, a gente vendia a busca por pertencimento e autoestima. O cliente volta pra completar o álbum. Sempre.
O produto é a isca. O vazio é o anzol.
E tem mais um detalhe que saiu agora, há três dias: a FIFA anunciou que a partir de 2031 outra empresa vai assumir o licenciamento de figurinhas e cards das Copas. O que significa que esse álbum que tá na banca agora pode ser um dos últimos da Panini em Copa do Mundo. E aposto com você que vai vender mais do que nunca, porque agora tem escassez de verdade. Até o próprio álbum virou uma figurinha rara.
Conselho pra levar pra casa: o que no seu negócio cria o vazio que só você preenche? Porque se o seu produto resolve tudo de uma vez, o cliente some depois da primeira compra. Mas se você vende uma jornada, uma coleção, um próximo nível, ele volta sozinho.
Os quatro irmãos de Módena descobriram isso com figurinha de papel. Você pode aplicar isso no seu negócio amanhã.
Fui!
📊 Como transformar dados brutos em apresentação estratégica profissional usando Claude Design
Você tem uma planilha cheia de dados ou relatório desorganizado e precisa apresentar para o board, mas não sabe como transformar números em história visual convincente?
O Claude Design pega seus dados brutos e transforma em apresentação estratégica completa, analisa os resultados, extrai insights e monta slides profissionais automaticamente.

🤖 Como começar a usar:
Como funciona:
Passo 1: Prepare Seus Dados
→ Comece com arquivo CSV, planilha ou relatório desorganizado.
→ Pode ser dados do canal do YouTube, métricas de vendas, relatório de marketing, qualquer coisa que você precisa apresentar.
Passo 2: Entre no Claude Design
→ Acesse claude.ai/design
→ Escolha "Apresentação de slides" e ignore o sistema de design.
→ Ative as anotações de apresentação (para carregar arquivos).
Passo 3: Dê as Instruções
→ Escreva o prompt: "Transforme esses arquivos em uma apresentação estratégica sobre desempenho. Analise os resultados por item e extraia as melhores práticas dos dados e recursos. Utilize gráficos, rankings e recomendações concretas. Associe imagens ou arquivos criativos ao arquivo CSV usando o nome do arquivo ou o campo correspondente. Mantenha o documento pronto para apresentação."
→ Faça upload dos seus arquivos (CSV, PDFs, imagens).
Passo 4: Exporte e Use
→ A geração leva cerca de 5 minutos.
→ Você pode exportar para PowerPoint ou para Google Slides.
→ Edite se necessário e apresente.
DICA DE OURO:
Duplique o projeto e carregue mais fontes de dados para o Claude incorporar na apresentação. Quanto mais contexto você der, mais rica fica a análise e mais insights a IA consegue extrair.
O Claude Design não substitui um analista de dados sênior ou designer de apresentações para projetos estratégicos complexos, mas para transformar dados brutos em apresentação apresentável rapidamente resolve muito bem.
E você para de perder horas montando slide por slide manualmente.
Essa semana, no Manual de Donos, ensinamos na prática como usar o Claude Design para criar decks de vendas, apresentações e materiais em minutos, o mesmo processo que usamos para acabar com gargalos de design nos meus negócios.
No Manual de Donos (toda quinta-feira no seu email) a gente destrincha ferramentas e estratégias assim: práticas, aplicáveis, direto ao ponto. Na terça-feira, falamos sobre negócios.
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Fui!

Dos melhores que já li na vida. Recomendo tipo mega blaster.
A gente cresce ouvindo que ser rico é ter dinheiro. Esse livro quebra por completo esse paradigma e prova a tese de que tem gente que é tão pobre que a única coisa que possui é dinheiro.
Sahil Bloom passou 3 anos pesquisando e entrevistando gente no mundo todo pra chegar numa ideia simples e poderosa: existem 5 tipos de riqueza, de tempo, social, mental, física e financeira. E a real é que dinheiro é só um deles. Sem os outros quatro, você pode ter a conta bancária entupida e ainda assim sentir que tá faltando alguma coisa.
O livro não é papo motivacional. É um guia prático que te ajuda a olhar pra sua vida e entender onde você tá investindo demais e onde tá negligenciando. É daqueles que te faz parar no meio da leitura e pensar: "caramba, eu tô correndo atrás da coisa errada."
Depois me conta o que você achou?

Se você lê esse e-mail toda semana e pensa "isso é muito bom, mas como eu aplico no MEU negócio?", essa é exatamente a pergunta que o Manual de Donos responde.
O Manual de Donos é a minha escola de negócios. O meu novo negócio. E funciona por e-mail, porque é onde eu consigo te entregar conteúdo denso, mastigado e aplicável sem você precisar assistir 4 horas de aula gravada que vai ficar acumulando poeira na sua aba do navegador.
Lá dentro eu não te conto história. Eu te dou a ferramenta. O número. O método. O que eu uso nos meus negócios hoje e que você pode usar no seu amanhã. Esse e-mail é a porta de entrada. O Manual é onde a gente vai no osso.
Funciona assim: toda semana você recebe 2 e-mails exclusivos, um de negócios, com case destrinchado, método e planilha pra aplicar, e um de inteligência artificial, com as ferramentas que eu e meu time estamos usando de verdade nos nossos negócios agora.
Além disso, você entra na comunidade de donos, um grupo fechado de gente que toca negócio de verdade, troca ideia de verdade e resolve problema de verdade. Sem guru. Sem teoria. Só quem faz.
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SOBRE MIM

Eu e meus sócios fundamos algumas das marcas mais relevantes do país com R$0 no bolso e as levamos a R$2 bilhões de faturamento anual. Vendemos o negócio por mais de R$1 bilhão e hoje vivemos para mentorar e investir em fantásticos empreendedores.
Toda segunda-feira, às 18:18, eu envio o Email do Rony. É a minha forma de te ajudar a construir uma vida e um negócio prósperos.
Trabalho pela minha família e carrego ela comigo em tudo que faço. Por isso eu te pergunto: você tá construindo algo que te permite viver de verdade, ou só sobreviver? Pensa nisso.
Um abraço,
Até a próxima segunda-feira, às 18:18h. VQVVVVVVVVV!


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